A Fascinante Viagem do Rex
11 193

A Fascinante Viagem do Rex

Autor:
Um conto original sobre amigos: um cãozinho, uma borboleta e uma rã. Que viajavam juntos, até encontrarem na orla da floresta — um ouriço! E então começaram as aventuras!

Ao longe avistavam-se belos telhados de telha, e as forças do pequeno cachorrinho Rex estavam no limite. Mas o desejo de almoçar era tão grande que ele reuniu forças e acelerou o passo.

Como só podia conseguir comida numa aldeia ou cidade, através de pessoas bondosas, dirigiu-se para o povoado mais próximo.

Resultou ser uma pequena aldeia com ruas bem cuidadas, plantadas com flores bonitas e aromáticas. Sobre elas zumbiam abelhas e esvoaçavam borboletas.

Uma das borboletas pousou no nariz do Rex, e ele começou a afastá-la com a pata. Mas a borboleta parecia brincar com o Rex, ora afastava-se, ora aproximava-se novamente e fazia cócegas no seu nariz com as asas. Ele irritou-se no início, mas depois nem percebeu como se envolveu nesta brincadeira. O Rex caminhava pela rua e a borboleta voava ao seu lado. Foi assim que começou a amizade deles.

Sentindo o cheiro de carne assada, o Rex inspirou profundamente e caminhou lentamente em direção àquele aroma. Viu um grande forno e, junto dele, um cozinheiro que mexia um prato numa frigideira enorme. Ganindo lastimosamente, o Rex olhou interrogativamente diretamente nos seus olhos.

Ele sorriu e disse:

O quê, estás com fome? Então, vem cá, toma este osso!

O Rex, expressando gratidão, abanou a cauda e, agarrando o osso, começou a roê-lo. E a borboleta, entretanto, pousou numa margarida que florescia ali perto e começou a beber o seu néctar. Assim, cada um deles teve o seu almoço.

Terminada a refeição, o Rex voltou a seguir caminho, mas já não estava sozinho. Agora tinha a amiga Borboleta. Decidiram ir até ao riacho para beber água fresca e limpa. Descendo a colina até ao vale, encontraram-se mesmo junto à água. Era transparente e convidava com o seu frescor.

Inclinando-se bem, o Rex viu até o fundo do riacho. E lá, que maravilha! No fundo da nascente nadava uma simpática rã terrestre. Ela saltou da água e sorriu alegremente para o Cachorrinho e para a Borboleta.

Olá.

Disse o Rex.

És tão simpática e acolhedora. Estamos aqui a viajar com a borboleta. Queres juntar-te a nós?!

Ótima ideia, obrigada pelo convite. Aceito com muito gosto.

Disse a Rã.

Instalaram-se na margem do riacho e organizaram um concurso do melhor desenho.

O cachorrinho Rex desenhou uma casa bonita, a Borboleta — um sol meigo, e a Rã — relva verde e árvores frondosas. Resultou num verdadeiro quadro.

Vamos.

Disse a Borboleta.

Deixá-lo aqui, na areia. Talvez alguém queira completar o nosso desenho.

O Rex e a Rã concordaram. E, lançando um olhar triste à sua criação, seguiram em frente, agora os três juntos.

Ao longe avistava-se um pequeno bosque, os amigos decidiram ir diretamente até lá. Pois era de lá que vinha um canto de pássaros tão maravilhoso que desejaram ver com os próprios olhos quem cantava tão lindamente.

O bosque aproximava-se cada vez mais, e o canto tornava-se mais forte e melodioso. Parando debaixo de uma árvore, os viajantes levantaram as cabeças e viram um passarinho pequeno e discreto. Era a sua voz cristalina e misteriosa que os tinha atraído em direção ao bosque.

E o passarinho chamava-se — Rouxinol. E como os rouxinóis cantam ao entardecer e à noite, os amigos perceberam que era hora de procurar um lugar para pernoitar. Nem se aperceberam de como o dia passou depressa e começou a anoitecer.

Agradecendo ao Rouxinol pela canção maravilhosa, partiram à procura de um cantinho acolhedor para passar a noite. De repente, debaixo de um grande tronco, algo se mexeu. Assustando-se um pouco, o Rex, a Borboleta e a Rã saltaram para o lado. E então apareceu uma carinha pequena com um focinho pontiagudo. Era um Ouriço…

Olá a todos!

Disse ele animadamente.

Para onde vão a esta hora da noite?

Pois bem, gostaríamos de encontrar um lugar para pernoitar. Estamos cansados do dia e a noite aproxima-se.

Disse o Rex.

Então tiveram sorte em encontrar-me. Terei todo o gosto em ajudar-vos. Estão a ver este grande tronco? É a minha casa. Vivo aqui. E há muito espaço, chega para todos. Instalem-se, por favor, onde for mais confortável, todos estarão quentes e aconchegados.

A Borboleta pousou num raminho — um rebento do tronco. A Rã escondeu-se debaixo de uma raiz que sobressaía da terra, e o Rex deitou-se à entrada, como um verdadeiro guardião. O Ouriço também ocupou o seu lugar habitual.

No bosque ficou completamente escuro, apenas as estrelas cintilavam no céu e brilhava a lua cheia. Os amigos acomodaram-se e adormeceram profundamente, para acordarem de manhã revigorados e descansados. E para partirem num novo dia numa nova e fascinante viagem.

Leiam contos, e terão o coração aquecido e feliz!

Deixar uma avaliação

O conto de fadas A Fascinante Viagem do Rex está disponível no formato FB2 para telemóveis, tablets, computadores e leitores de e-books.
Comentários()
Contos semelhantes
Uma família unida é uma barreira contra desgraças e infortúnios
Uma família unida é uma barreira contra desgraças e infortúnios
Um conto autoral para o vencedor do concurso, que conta a inesperada aventura de toda uma família. Nele haverá uma velha bruxa, um naufrágio, água viva, a separação das crianças dos pais e muito mais. Mas conseguiram sobreviver graças a uma família unida.
8 480 9
O Botão Perdido
O Botão Perdido
Um conto dedicado a uma menina chamada Nádia, que não dava importância aos seus pequenos gestos que guardavam bondade e dedicação. Mas o coração bondoso da menina não lhe permitiu ficar indiferente ao saber do sofrimento alheio
5 769 6
Pelo Caminho do Bolinho
Pelo Caminho do Bolinho
Um conto de fadas moderno sobre um avô, uma avó e um bolinho. O avô pediu à avó que fizesse um bolinho. A avó não conseguiu fazê-lo porque não tinha os ingredientes necessários. Ela fez um bolo e colocou-o na janela para absorver o creme. O bolo, depois de absorver o creme, desceu da janela e seguiu pelo caminho do Bolinho, encontrando as mesmas personagens conhecidas.
5 520 7 3
O Presente Inesperado
O Presente Inesperado
Na vida de cada pessoa pode acontecer verdadeira magia, mas nem todos compreendem e utilizam corretamente o presente que o destino lhes oferece. Este conto um pouco triste fala sobre a importância de fazer a escolha certa, para não nos arrependermos do que fizemos. Sobre um rapaz, um gatinho, um tablet e, claro, com um final feliz.
20 051 7
Nada aqui ainda.

Use 🔊
para adicionar um conto
ao leitor

Quer ser notificado sobre novos contos de fadas?