A mãe Ratazana embalava o Ratinho:
Dorme meu filho querido, amanhã compro-te uma surpresa e um grande peluche macio.
Mas ele fazia birras:
Não quero surpresa, quero um helicóptero telecomandado e outra ama!
Sem opção, a mãe pegou num jornal com anúncios e começou a procurar vagas de amas. Ligou para 10 números, ninguém aceitava e apenas a tia Pata concordou em vir.
Na noite seguinte, a tia Pata embalava o Ratinho:
Nana-nanana, dorme Ratinho, amanhã vamos ao circo ver tigres selvagens e comer algodão doce!
Pu-pu-pu, não quero algodão, quero gelado e a tua voz machuca-me os ouvidos!
A tia Pata ofendeu-se e saiu de junto do Ratinho.
Sem opção, a mãe Ratazana pegou novamente no jornal e ligou para mais 10 pessoas, a tia Rã concordou em ajudar.
A tia Rã embalava o Ratinho cantarolando:
Coá-coá-coá, dorme criança! Amanhã vamos juntos ao parque aquático.
Não quero ir ao parque aquático, quero ficar em casa a ver desenhos! Tens uma voz horrível, vai-te embora!
Respondeu o pequeno Ratinho meio adormecido.
A tia Rã ofendeu-se e saltou para casa.
A triste mãe Ratazana pegou novamente no jornal, já tinha visto 20 anúncios. Ninguém queria cuidar do desobediente Ratinho, e apenas a tia Égua concordou.
Veio e começou a cantar:
Dorme, Ratinho, dorme, dou-te um bocado de queijo ou podemos abrir pipocas com caramelo, apenas dorme.
Não quero pipocas, já comi demais! És muito feia, peluda, e tens uma voz horrível, vai-te embora!
A tia Égua resfolegou e galopou para o prado. A mãe Ratazana decidiu procurar uma ama na internet, talvez houvesse mais vagas. Procura e procura, nada se adequava e apenas um anúncio era interessante. A tia Galinha concordou em ajudar na educação do desobediente Ratinho.
Deita a criança a dormir e cocorica:
Có-có-có, dorme depressa, que tenhas sonhos bonitos! Amanhã vamos passear no parque e comer gelado!
Não quero ir passear no parque, e o gelado está em casa no congelador, o que quiseres! Galinha chata, vai-te embora!
A tia Galinha ficou triste, cocoricou e saiu.
A mãe Ratazana escreve um email à velha amiga tia Lúcia:
Vem, querida, ajuda-me a embalar o Ratinho, toda a minha esperança está em ti!
Tudo bem, vou tentar ajudar!
Respondeu a tia Lúcia. Veio e embalava o Ratinho, abria a boca, mas nada se ouvia.
O Ratinho começou a reclamar:
O que é que estás a cantar? Não ouço nada! Eu canto melhor — lá-lá-lááá... Vai-te embora para casa, não me agradas nada!
A tia Lúcia zangou-se, abanou a cauda e desapareceu no mar azul.
Aqui está a mãe Ratazana triste novamente e pensa, talvez chamar a tia Gata? Escreveu-lhe uma carta, e ela sem hesitar concordou.
Veio a tia Gata e embalava:
Miau-miaus-miau, não te deites na beira! Dorme depressa meu querido!
Que voz bonita tens, gosto muito, fica-te a viver connosco!
Então voltou a mãe Ratazana, procura a criança, mas ele não está em lado nenhum.
Onde se escondeu o meu Ratinho?
Pensa a mãe Ratazana, e dele não há qualquer rasto...
Ligou para a tia Gata, mas ela não atende, o telefone está fora de cobertura...
Leiam fábulas e compreenderão o que significa estupidez e negligência!