Numa grande cidade bem alta,
Numa metrópole distante,
Na orla, lá na floresta
Cresceu um carvalho em toda a sua
beleza!
Como em Lendárias terras, carvalho verde,
Uma corrente dourada nele havia,
Mas uma raposa a roubou,
Aquela que com o Basílio vivia.
Basílio — aquele gato sábio,
Que pela corrente em volta andava,
E com suas anedotas
Até a sereia fazia chorar.
Ela
Certa vez, caindo de riso,
Quebrou completamente a cauda de peixe!
Os médicos fizeram uma festa,
Costurando-lhe pernas fora da proporção.
As pernas lhe eram muito pequenas:
Três tamanhos mais curtas.
Parecia até estiloso,
Embora um pouco fora do comum.
Desde então lhe deram um apelido os animais:
Polegarzinha ela ficou conhecida,
E nesta atmosfera tão querida
Cem anos ela teria vivido.
Mas pela ironia do destino
Apaixonar-se lhe foi dado, infelizmente…
E a escolha recaiu para lá,
Que nunca se poderia imaginar!
De todos os
Representantes do sexo forte,
Encontrou um herói da arbitrariedade!
Um tão vadio que nunca vira luz.
Narizinho
Era seu nome, atleta de forma.
E externamente um rapaz bonito ele era.
A Polegarzinha, aliás, ele amava muito!
Seus relacionamentos, porém, na verdade
Desenvolviam-se
De forma bem platónica.
Bem, mas este conto não é sobre isso,
Mas sobre como neste verão actual,
Aconteceu com os heróis um milagre.
Não vou
Adiantar muito a história.
Contarei tudo gradualmente.
A Polegarzinha tem aniversário,
E Narizinho prepara um presente,
Escolheu para ela
Um par de carros importados.
Além disso seda, esmeraldas,
Muita louça bonita e variada.
Mas eis que surgiu um problema,
Quando se lembrou que falta,
No orçamento familiar há muito.
E um presente
Rico para a esposa
Não lhe era destinado dar.
E decidiu então Narizinho ir
E um presente na floresta encontrar.
Mas a pé era preguiça chegar,
Decidiu numa van
Se deslocar.
Mas dinheiro para a passagem não tinha:
Apenas um par de moedas no bolso.
Saiu ele daquela van
E caminhou pela trilha vazia.
Para o Reino dos Contos Narizinho foi,
Num lugar
De aventura encontrou.
Encontra aqui Narizinho uma amiga,
Que num capuz vermelho anda em volta:
De casa — para a avó, da avó —
Para casa.
E bolinhos sempre carrega consigo.
E, aliás, com um lobo há muito é amiga,
E o Cinzento com alegria a ela
Fielmente serve.
Mas o assunto agora não é este,
Mas em geral, como com este dueto
Narizinho decidiu sua questão
Discutir:
Afinal, o que dar à Polegarzinha?
E de repente uma super ideia do Cinzento!
Pois ele certa vez com sua velha avó
Trocou bolinhos por 40 rublos.
Além disso
A avó lhe entregou um baú,
Nele a Avó ainda quebrou o salto,
Tentando abrir esta caixa mágica,
Encontrar uma fechadura
Ou um botão secreto.
Nada deu certo no final.
Desde então ele fica lá, sem importância.
E este baú deram a Narizinho,
Colocaram-no
Juntos no prado
E pensam: precisa tentar de novo,
Talvez seja fácil demais.
Precisa saber o que
Lá dentro haverá,
Pode não servir à Polegarzinha.
Pensaram muito em como abrir.
Decidiram abri-lo com encantamento:
«Eni-beni-reks, quinter-finter-jeks!»
Então
A porta do baú se abre,
E de lá olham dois homens!
Narizinho e a Avó, e o Lobo – todos em choque!
Todos lavaram os rostos
No orvalho fresco.
Olham um para o outro, para estes do baú.
E resultou serem dois gémeos.
Deles, descobriu-se, a avó havia fechado
Há 200 anos atrás, e ela mesma esqueceu.
Eram lenhadores eles outrora
E iam passando pela cabana da avó para algum lugar.
Ela decidiu que eram inimigos,
Calçou correndo
Suas botas,
Pegou na espingarda, apontou para eles,
No baú mandou-os entrar então.
Justo então a neta quis visitá-la,
E ela decidiu: que fiquem
Os amiguinhos um pouco trancados,
Depois com a Avó os libertarão.
Mas muitos anos se passaram desde então,
O baú já os castores comiam.
Então decidiu a avó ao Lobo
Entregá-lo —
Que proveito dele tirar…
O baú enfim foi aberto,
O dueto do baú foi libertado!
Todos esqueceram do presente,
À Polegarzinha
Tudo apressaram-se a contar.
Vão todos pela floresta, rindo alegremente,
Nos ouvidos lhes algo as libélulas cantam.
E então ao seu encontro em diagonal
Sai
Uma bola estranha!
— Quem é?
— O que fazes aqui?
— E por que sem chapéu andas?
O Bolo de Milho os olha e mexe as sobrancelhas.
Há muito sozinho na floresta procura a raposa vermelha.
Ficou de certa forma apático,
O olhar
Tão vazio.
Mas viu os rapazes, e seu olhar se acendeu!
Aquele olhar não era simples:
Olhava para a
Cauda do lobo!
E há muito, contra os costumes humanos,
O Bolo de Milho já não era herói positivo.
Agarrou-se à cauda do lobo, com
Toda a força mordeu!
Todos ao redor ouviram como o lobo gritava.
E depois o Bolo de Milho sem critério, ao acaso,
Lançou seu olhar para a Avó.
A Avó, pés em mãos,
Corria
Pela floresta a toda a velocidade.
Então Narizinho, olhando para trás, compreende
Que enfim chegou seu fim.
Mas não era bem assim… Os rapazes
Do baú — não eram
Qualquer coisa: Aquele Bolo de Milho
Como o pegaram e lhe desfiguraram a cara.
O Bolo de Milho ficou para trás de todos e deixou de ser durão.
Narizinho, claro, ficou atordoado,
Do choque sentou-se num toco com uma amanita
E pensa: «Preciso, custe o que custar,
Agradecer
Aos rapazes do baú».
Cumpriu três desejos Narizinho,
O que pediam, tenta adivinhar.
Mas depois juntos decidiram os três:
«À Polegarzinha
O velho baú levaremos.
Daremos a ela, diremos que é uma caixa de jóias!»
Assim foi este passeio tão legal.
Narizinho nem podia adivinhar,
Que o mundo de contos pode ser tão cruel.
Mas tirou conclusões, pôs-se a pensar.
Desde então esqueceram que era
Um tolo.
Com a Polegarzinha viveram, viveram bem,
Os gémeos frequentemente iam visitá-los.
O baú mágico serviu na casa.
Assim chegou a eles a felicidade familiar.