O Grou Astuto e a Raposa Vigarista
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O Grou Astuto e a Raposa Vigarista

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Um conto de fadas moderno sobre um grou astuto que, apesar de conhecer a reputação da Raposa vigarista, acabou caindo nos seus encantos. Uma história sobre justiça e punição.

Havia uma vez um Grou. Ele adorava construir casas, e muitos animais e pássaros que o procuravam ficavam satisfeitos com o trabalho realizado.

Certo dia, num fórum de construção, uma Raposa o contactou:

Ouve, Grou, quero criar uma cooperativa de construção para raposas. Estou farta de viver em tocas, queremos viver como as pessoas. Se construíres um prédio de apartamentos, pago-te bem.

O Grou ficou pensativo. Ninguém na floresta tinha construído algo assim antes, e a Raposa dava garantias de que tinha muitos clientes. "O negócio promete dar certo", pensou ele.

Partilhou os seus pensamentos com o seu melhor amigo, o Pica-pau.

Mas este abanou a cabeça negativamente:

Não te metas com essa vigarista! Ela há muito que anda a fazer esquemas! Ouvi dizer que morava com o Coelho, depois o despejou de casa, pôs-o na rua e ficou com tudo. O coitado agora anda de amigo em amigo, ninguém consegue ajudá-lo.

O Grou valorizava a opinião do amigo e pensou em recusar, mas uma videochamada matinal da Raposa pelo Skype o fez mudar de ideias:

Vem cá hoje a minha casa para um almoço de negócios. Comemos, discutimos tudo, e depois decidimos o que fazer.

Está bem, Raposa, vou lá!

Respondeu o Grou, surpreendido consigo mesmo. Para ser honesto, não recusaria uma refeição.

À hora marcada, já estava sentado à mesa da Raposa.

Enquanto ela mexia no fogão, o Grou olhou à volta. A casa era sólida, feita de madeira, e via-se que tinha sido construída por um dono sério. Fez-lhe um elogio sobre a habitação.

Ficou do meu ex-marido!

Sorriu astutamente a anfitriã e colocou dois pratos na mesa.

Por favor, prova a papa de aveia. É uma papinha muito nutritiva, eu cuido da minha alimentação.

E começou a comer com apetite.

O Grou olhou para o seu prato — a papa estava espalhada pelo prato. Tentou provar, mas o seu bico só batia no prato. O Grou sentiu-se desconfortável e recusou a oferta.

Observando-o, a Raposa propôs:

Está bem, parceiro, não te atorments. Dá-ma a ti.

Pegou no prato e comeu tudo num instante.

Quando terminaram de comer, a Raposa olhou para a hora no telemóvel e concluiu:

Desculpa, querido, não tenho mais nada para te oferecer, mas tenho de ir a uma reunião. Da próxima vez jantamos em tua casa, e aproveito para recolher um adiantamento dos meus clientes para materiais de construção e trago-to!

O Grou ficou sem palavras pela audácia e comportamento da Raposa, mas não o demonstrou.

Decidiu rapidamente não recusar:

Está bem, Raposa, combinado, vem lá!

Respondeu e saiu de lá com fome.

Quando o Pica-pau soube do "almoço de negócios", deu uma palmada no ombro do amigo dizendo:

Eu não te tinha dito?! Ela vai-te enganar!

Está bem, eu também não sou parvo!

Respondeu aquele.

A Raposa chegou a casa do Grou satisfeita e confiante no sucesso. E para não perder tempo, sentou-se rapidamente à mesa com a intenção de jantar bem, e não falou em negócios.

E o Grou, com ar despreocupado, colocou na mesa dois copos com um cocktail nutritivo:

Eu também cuido da minha figura e à noite como um jantar com o mínimo de calorias. Serve-te!

E começou a beber o cocktail.

A Raposa tentou beber, mexeu-se de todas as formas à volta da garrafa, mas o gargalo era muito estreito. Nada conseguiu fazer.

Enquanto isso, o anfitrião bebeu tudo e disse:

Desculpa, querida, não tenho mais nada para te oferecer. E tenho de ir, tenho uma assinatura de contrato com o Castor para a construção de uma barragem. Portanto, vou estar ocupado nos próximos seis meses. Quando saíres, não te esqueças de digitar o código do portão.

E logo acrescentou:

E dá um abraço às raposas nas tocas, graças a ti, elas vão viver lá durante muito mais tempo!

A Raposa, percebendo que não havia nada a ganhar e que o seu plano astuto tinha sido descoberto, saiu com ar desapontado. A partir desse momento, deixou de comunicar com o Grou.

Em breve, todos os animais e pássaros falavam sobre o engano e as fraudes da vigarista. Eclodiu um grande escândalo. A Raposa teve de devolver o dinheiro às raposas, a casa ao Coelho, e acabou por fugir da floresta.

E o Grou dizia ao Pica-pau:

Vês, amigo, por muito que se engane e se minta, a verdade não se afunda e sempre vem à tona!

Lê contos de fadas e nunca te encontrarás numa situação semelhante.

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