Todos os pais do mundo têm algo em comum. Quando chega a noite e as crianças vão para a cama, mães e pais — não importa em qual canto do mundo vivam — contam histórias para elas. Alguns inventam do próprio jeito, outros leem nos livros.
Todas as histórias mágicas começam com um início de conto de fadas. O início é exatamente isso: um começo, uma origem. É dele que depende como será o conto. Nosso início é assim:
A menina Marina é muito curiosa. Ela vive em uma grande cidade com sua mãe e seu pai. Todos os dias Marina tenta aprender coisas novas e interessantes. Como funciona um aspirador? Por que o gato mia e o cachorro late? Para onde as nuvens fluem? Tantas perguntas cabem em sua pequena cabeça encaracolada que a mãe e o pai nem sempre conseguem responder!
Antes de dormir, a mãe sempre conta algo interessante para Marina. Mas a menina não tem pressa de adormecer, ela aproveita para fazer perguntas à mãe sobre tudo no mundo.
Hoje vou contar uma história para você, filha, mas não é uma história comum, é um conto de fadas. Era uma vez, em um reino distante, em um estado distante... Não, não é assim! Havia um comerciante que tinha três filhos... De novo não! Por onde começo?
Que tipo de história você quer contar para mim, mãe? — perguntou Marina.
Um conto de fadas. Sobre um reino de contos de fadas e heróis de contos de fadas! — respondeu a mãe.
Mas o que é um "conto de fadas"? — a menina não desistia.
E o que você acha?
Acho que um conto de fadas é uma história sobre seres mágicos e milagres!
Você está quase certa. Se falarmos em linguagem de adulto, é um dos gêneros do folclore ou da literatura. Uma obra épica, predominantemente em prosa, com enredo mágico, heroico ou cotidiano. Você está certa! Um conto de fadas é uma obra sobre heróis e eventos fictícios com a participação de forças mágicas e fantásticas. Pode ser folclórico ou literário, e seu enredo pode ser mágico ou cotidiano...
Não entendi nada, essa definição é muito complicada. — O quê? Não entendi nada...
Agora vou explicar. Você se lembra quando lemos aquele conto de fadas sobre o peixe dourado?
Sim, eu gosto muito dele. É aquele onde um velho pesca um peixe que realiza desejos.
Sim, está tudo certo. Esse conto de fadas é de autoria, o que significa que é literário. Foi inventado por Aleksandr Sergeyevich Pushkin — um famoso escritor russo.
Eu me lembro disso. Mas nem todos os contos de fadas têm um autor?
Existem contos de fadas que todos conhecem, mas não têm autor. Eles são chamados de contos populares, folclóricos. Por exemplo, "A Casinha da Lebre", você se lembra?
Sim, é o conto sobre como a raposa enganou a lebre! Espera, mãe... Se o conto de fadas não tem autor, como você o conta para mim? Isso significa que você é a autora?
Pode-se dizer assim. Os contos populares passam de pessoa para pessoa, de boca em boca. Mudam um pouco, mas o enredo permanece o mesmo. Acontece que cada um que conta um conto popular é um pouco seu autor!
Qual é a diferença entre um conto de fadas e qualquer outra história?
Aqui é simples: em um conto de fadas, o enredo é sempre irreal, é inventado, fictício, frequentemente — mágico. E se a história fala sobre eventos reais, então é, por exemplo, uma lenda, uma tradição ou um relato.
Uau! Agora sei tudo sobre contos de fadas!
Ótimo, agora você vai dormir?
Oi! Não! Esqueci de perguntar, de onde veio essa palavra estranha "conto de fadas"?
Essa palavra é antiga, portuguesa. Ela veio da palavra "contar", que significa "narrar", "relatar".
Mas isso não é nada parecido com o significado!
Há alguns séculos, os contos eram chamados de histórias: notícias, vários relatórios e até mesmo recenseamentos! E as histórias mágicas maravilhosas naquela época eram chamadas de fábulas.
Como os contos de fadas se tornaram contos de fadas?
Li que nos séculos 17 e 18, diferentes pessoas nobres inventavam biografias incríveis para si mesmas. Inventavam coisas que nunca aconteceram com elas para parecerem mais impressionantes na sociedade. Isso se tornou moda, e essas biografias também começaram a ser chamadas de contos de fadas. E depois, conto de fadas se tornou tudo que era inventado, irreal e mágico.
Agora entendi!
Bem, é hora de dormir. Boa noite, Marina! Que você tenha o conto de fadas mais interessante nos seus sonhos.
Boa noite, mãe!
Marina dormiu profundamente, e sonhou com uma série de contos de fadas diferentes. Um Lobo Cinzento vinha até ela — com os dentes a ranger — e dizia: "Um conto de fadas é uma mentira, mas há uma lição nela", e Marina ria em resposta.
Um Urso vinha até a menina. Dizia que era um contador de histórias e que um conto de fadas é como mel: "Um conto de fadas é doce, é um prazer ouvir". Marina não entendia muito bem, mas sabia que mel era doce e concordava com o urso. Ela ainda era muito pequena para discutir com um grande urso.
E depois tudo girou, rodou e se misturou para Marina: um velho pescava uma raposa no mar azul, e o peixe dourado roubava a casinha da lebre.
Depois a mãe de Marina apareceu no sonho e disse: "A história é contada rapidamente, mas a ação leva tempo".
Marina acordou — e o sol já brilhava pela janela. Pulou da cama e pensou: "Que conto de fadas sonhei hoje! Vou contar tudo para a mãe e o pai. Agora vou ser uma contadora de histórias!"
O conto de Marina está apenas começando, mas o nosso está terminando. As histórias mágicas terminam com um final. Nosso final será assim: "A realidade não consegue acompanhar um conto de fadas. Contamos contos de fadas diferentes, mas a realidade não é um conto de fadas, você não pode tirar uma palavra dela".
Nosso final será assim: as histórias reais sempre têm limites, mas os contos de fadas não têm. Seus limites são definidos apenas pela nossa imaginação. Cada um pode inventar seu próprio conto de fadas e se tornar um autor mágico. Você só precisa de um pouco de coragem e imaginação, e tudo dará certo. Escrevam contos de fadas, amigos, a vida é mais interessante, mais amigável e mais alegre com eles.