Um menino, visitando o interior pela primeira vez, apontou para uma cabrita e disse: "Mamãe, que vacas pequenas estranhas!". Como apresentar os animais domésticos às crianças sem sair de casa? Com a ajuda do nosso novo pequeno conto de fadas. Por alguns minutos, ele levará o pequeno para a fazenda e contará como as cabras vivem e no que pensam enquanto passeiam pelo pátio.
A jovem cabrita branca Nyúska saiu para o pátio com seu grande rebanho e viu neve pela primeira vez.
Ela cobriu toda a terra do pátio, deitava-se no telhado do grande e longo celeiro, envolvia as árvores com um casaco branco, pintava a alta cerca de tela em cor prateada.
Olhando para essa beleza brilhante com seus enormes olhos, Nyúska lambeu o cocho com sua língua rosada.
O que você está fazendo? — perguntou a cabra mais velha, Stesha.
Pensei que fosse feno novo, ou talvez ração. E se fosse nosso guarda, o cachorro Barbos, que espalhasse essa comida tão bonita durante a noite? — respondeu a jovem cabrita.
Bé-é-é! Bé-é-é! — riu o rebanho em coro.
Você nasceu na primavera — começou a contar Nyúska sua mãe, a cabra Mashka — quando a neve já tinha derretido e a terra tirou seu manto branco. O sol brilhava intensamente e aquecia tudo ao redor. Nas árvores começaram a crescer folhas verdes, e no prado — grama macia. A grama cresce, e a patroa a corta com a foice, seca e depois empilha em um monte, e no inverno nos alimenta com ela.
No verão, na horta crescem vegetais: beterraba, cenoura, nabo, batata, abóbora. A chuva quente e o sol ajudam a amadurecer — continuou Mashka — e depois chega o outono. A chuva fica gelada, aparece um vento malvado, as folhas das árvores ficam amarelas e a grama murcha com o frio. Dormimos no celeiro quente para não resfriar. E depois chega o inverno — a terra e as árvores são cobertas de neve, como aconteceu hoje. E vem a geada.
E quem é a geada? — perguntou Nyúska ingenuamente.
É um tio malvado que belisca o nariz e as orelhas. Ele traz consigo uma nevasca gelada. Então a patroa não nos deixa sair para a rua, e passamos o dia inteiro no celeiro, mastigando feno e balindo, porque queremos sair, embora saibamos que lá faz frio — explicou a mãe.
No frio intenso, nos dão ração e vegetais suculentos — picados finamente. Hoje não há geada forte nem nevasca, então a patroa nos deixou sair no cercado — respirar ar fresco, pular e brincar — acrescentou a cabra mais velha, Stesha. E depois baliu — ouvem? A patroa está trazendo comida para nós!
O cachorro Barbos está latindo para alguém? — alarmou-se o rebanho.
Vejam, uma patroa estranha veio com a nossa — cantarolou baixo Mashka, cobrindo Nyúska com seu corpo — a nossa, ao que parece, vai dar alguém para ela. Agora vão escolher...
Talvez nos escondamos? Vamos entrar no celeiro — sugeriu Nyúska.
É tarde demais, todos nos viram. Levam apenas os jovens. Os adultos são necessários. Nós damos leite, que as crianças adoram. É muito saudável. Temos muito pelo. Com ele fazem luvas quentes e meias, gorros e lenços. E vocês, os jovens, ainda precisam crescer e aprender tudo — respondeu Stesha.
Tomara que não me levem! Não quero me separar da mamãe — guinchava a jovem cabrita. De tanta preocupação, ela tremeu e parou de comer cenoura.
Nyúska vê a patroa estranha pegar pela orelha a jovem cabra desafiadora Valka e levá-la para o portão.
Que sorte tenho! A outra patroa não me escolheu! Fico em casa! — pensava Nyúska, devorando com prazer um pedaço de abóbora suculenta.