Milagres na pequena cidade dos Urais, ou Como uma pequena fada salvou três vidas
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Milagres na pequena cidade dos Urais, ou Como uma pequena fada salvou três vidas

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Um conto de fadas moderno e bondoso sobre uma fada, boas ações e sobre o Natal para crianças maiores e adultos. Uma história sobre os milagres de uma feiticeira em uma pequena cidade dos Urais, sobre as vidas salvas de um tentilhão, um gato e um ser humano.

Na véspera do Natal, uma pequena fada desceu dos céus para uma pequena cidade nos Urais, onde havia um inverno nevado com geadas rigorosas. As árvores estavam vestidas com casacos brancos e fofos, e as neves acumuladas eram tão altas que impediam o movimento de carros e pessoas.

Era a primeira vez que a fada descia à terra, e tudo ao seu redor era inusitado e interessante. Por isso, a feiticeira desejava muito encontrar amigos e realizar seus sonhos. Pousando em um galho de árvore perto de um pássaro encolhido pelo frio, a fada começou a falar.

Olá! Quem é você? Você está congelado?

O tentilhão de peito vermelho virou a cabeça lentamente e olhou para a menina minúscula e transparente.

Fiu-fiu-iu-iu, sou um tentilhão. Está muito frio lá fora. Estou com frio, estou com fome. E você, quem é?

Sou uma pequena fada, desci dos céus por uma noite para ajudar meus amigos. Você será meu amigo?

Que estranho: um pássaro e uma fada — amigos. Isso acontece? Mas se você quer, serei seu amigo!

O que você gosta de comer? — perguntou a feiticeira curiosa em voz baixa.

Seria bom comer migalhas de pão ou grãos e me aquecer.

A pequena fada subiu bem alto no céu, girou como um pião, e o frio começou a diminuir. A rua ficou mais quente, e do céu começaram a cair migalhas de pão e grãos na árvore onde o tentilhão estava sentado.

Obrigado, fada! Fiu-iu-iu, fiu! — cantarolou alegremente o tentilhão.

Até logo! Nos encontraremos no próximo ano! — gritou a feiticeira enquanto voava embora.

O tentilhão desceu do galho para a neve e começou a bicar as migalhas. Outros pássaros do parque de inverno se juntaram a ele.

De onde vem tanta comida? De onde vem essa riqueza? — gritavam todos ao mesmo tempo.

Magia! — respondeu o tentilhão.

Enquanto voava, a fada viu: uma gata ruiva sentada no peitoril de uma grande casa, miando alto e tremendo. Atrás do vidro, a música toca e as sombras se movem pela parede.

Olá! Quem é você? — perguntou a fada, sentando-se perto do gato.

Sou a gata Murka, estou sentada sob a janela, e meus donos estão celebrando e se esqueceram de mim. Estou miando, mas eles não ouvem. Se ao menos abrissem a janela, eu pularia rápido para dentro do quarto.

Vamos ser amigas! — propôs a feiticeira.

Vamos! Como você se chama?

Fada.

Como você é pequena — e o gato lambeu a nova amiga com sua língua rosa.

Vou subir agora e tentar abrir a janela, e você se prepare para pular.

A fada girou rapidamente como um pião e voou até a janela. A janela se abriu, e Murka pulou para dentro.

Obrigada, amiga! — miava Murka, encostando o nariz no vidro frio.

Até logo! — respondeu a fada.

Ela continuou voando e viu: na rua estava escuro, a nevasca caía, o frio era intenso, e um homem estava sentado sozinho na neve perto do ponto de ônibus. A feiticeira voou até ele e pousou em seu nariz frio.

Você não está bem? Você está congelado?

Meu coração está ruim, e esqueci o remédio em casa — sussurrou ele mal audível.

Como posso ajudá-lo?

Preciso chamar uma ambulância — disse o doente com dificuldade e fechou os olhos.

O que fazer? — a fada ficou confusa. — Como chamar uma ambulância — não sei. Preciso perguntar a alguém.

Nesse momento, um ônibus da cidade chegou, e os passageiros desceram.

Vejam, há um homem sentado na neve. Talvez tenha adormecido? — disse alguém.

Deve estar bêbado! — disse em voz alta e malvada uma mulher idosa.

Nesse momento, a fada voou até seu nariz.

Não está bêbado, está doente — gritou a feiticeira com toda sua força.

Sim, sim, está doente — a mulher de repente parou, sem entender de onde aquela voz fina vinha em sua cabeça. — Vou chamar uma ambulância agora e esperar até ela chegar.

Muito bem! Você não é má, apenas finge ser — disse a fada e voou bem alto. A mulher ouviu suas palavras. Ela olhou ao redor, mas não viu ninguém.

Natal. Magia. Milagre... — disse ela surpresa, discando "192".

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