Quem não gosta de bolhas de sabão? Essas bolinhas alegres e coloridas fazem a alegria de muitas crianças. Mas o pequeno Mitya nunca tinha visto uma. É que ele ainda é muito pequenino e muitas coisas que conhecemos parecem extremamente interessantes e inusitadas para ele.
Certo dia, passeando no parque com a mamãe, Mitya avistou uma grande bolinha transparente flutuando. O tempo estava lindo, o sol brilhava intensamente e havia muitas crianças no parque. Mitya acompanhou a bolinha com o olhar e ficou muito surpreso quando ela desapareceu de repente. Ele via claramente: a bolinha flutuava, flutuava, ninguém a tocava, quando de repente — puf — e ela sumiu.
Se ao menos ele pudesse correr para a mamãe e perguntar: "Mas o que é essa bola mágica?", mas ele ainda não sabe falar, e apontar com o dedinho não adiantaria, pois a bola já tinha desaparecido. Então teria que descobrir sozinho.
Mitya explorou cuidadosamente o parque. Correu perto da caixa de areia, subiu no escorregador para ver melhor e até desceu dele de propósito, só para ter certeza. Passou perto do balanço, onde as meninas maiores voavam bem alto. A bola mágica não aparecia em lugar nenhum.
De repente, viu algo brilhar perto de um banco. Sem hesitar um segundo, correu para lá. E acertou. Diante de seus olhos, uma cena extraordinária se desenrolava: muitas bolinhas transparentes, pequenas e grandes, subiam para o céu e desapareciam. Algumas caíam no chão e sumiam da vista na mesma hora.
Mas o mais incrível era que uma menina pequena, não muito mais velha que o próprio Mitya, criava essas bolinhas. Ela as soprava através de um pequeno bastão redondo. "Deve ser uma bruxa", pensou o pequeno.
Ele muito queria se aproximar e tocar nessas bolinhas voadoras inusitadas. Nesse exato momento, uma delas passou perto dele. Mitya deu alguns passos, estendeu suas mãozinhas e quase pegou a bolinha, mas ela desapareceu novamente. Mitya sentiu apenas respingos molhados nas mãos. Por mais que tentasse pegar a bolinha, assim que a tocava, ela estourava.
A menina que soprava as bolhas viu como Mitya tentava pegá-las interessado. Ela soprou uma bolha grande, grande e a prendeu no bastão de sabão. Mitya a observava como hipnotizado. "Definitivamente uma bruxa", pensava ele. A menina aproximou a bolha de Mitya para que ele pudesse vê-la melhor.
Ele viu como a bolinha brilhava com todas as cores do arco-íris, cujos nomes ele ainda não conhecia. Naquela bolinha havia um mundo inteiro, só que de cabeça para baixo. Mas assim que Mitya estendeu sua mãozinha para a bolha, ela estourou novamente. O pequeno chorou de decepção. Ele também queria dominar essa magia nunca vista antes.
Ouvindo o choro de Mitya, a mamãe correu para lá na mesma hora.
Então é aqui que você está, meu filho, e eu procurando você por todo o parque, — disse ela, pegando o pequeno nos braços.
Mitya apontou o dedinho para as bolhas flutuando ao redor.
Bo-lhas, — pronunciou a mamãe, silabando, — Você gostou das bolinhas?
Mitya sorriu em resposta. Ele não sabia como dizer à mamãe o quanto tinha gostado daquelas bolinhas mágicas voadoras.
Vamos, vou comprar bolinhas para você, — disse a mamãe.
Recebendo suas próprias bolinhas, Mitya ficou muito feliz. Ele ainda não sabia como soprá-las e, sempre que queria ver as bolinhas brilhantes novamente, se aproximava da mamãe e lhe estendia o potinho. A mamãe sempre pegava algumas bolinhas no bastão e elas as observavam juntas. E às vezes ela mesma criava figuras inteiras com as bolhas de sabão. Mitya adorava isso.
Ele tinha certeza de que em breve conseguiria aprender a soprá-las sozinho. É só querer muito — e tudo dará certo!