Em uma floresta viviam e eram amigos dois melhores companheiros — o esquilo Pedrinho e o guaxinim Beto. Os amigos desde a infância eram inseparáveis, sempre se ajudavam nos momentos difíceis e cuidavam um do outro.
A floresta onde os amigos viviam era a mais bonita de toda a região, havia tantas árvores interessantes e bonitas, e no verão, quando tudo ao redor ficava verde, nas clareiras floresciam lindas flores coloridas.
Pedrinho e Beto frequentemente vinham aqui para brincar e admirar a beleza incrível, trazendo consigo várias guloseimas e brinquedos. Em um belo dia de verão, quando o sol brilhante iluminava e ao redor os passarinhos cantavam suas belas canções, os amigos decidiram se divertir novamente na clareira florida.
Eles trouxeram de casa tudo o que era mais gostoso — nozes, frutas vermelhas, sementes e outras delícias. Cada um deles tinha sua própria casinha, e cada um a decorava como queria.
A entrada da casinha onde Pedrinho morava era decorada com diferentes galhinhos, que pareciam artesanatos de papel colorido. Todos os bichinhos da floresta até vinham ver essa beleza. Beto colou nas janelinhas de sua casinha belos desenhos feitos de folhas, ele sabia fazer colagens muito bonitas. Os amigos frequentemente visitavam um ao outro e passavam tempo juntos muito alegremente.
E então, chegando à clareira florida, Pedrinho e Beto estenderam sua manta, feita de galhos de salgueiro, na grama verde e quentinha, arrumaram a comida e começaram a correr e brincar. Bem no meio da clareira havia uma árvore alta, e nossos amigos adoravam subir até o topo para observar todos os cantinhos escondidos da floresta, todas as tocas e casinhas de seus vizinhos e todas as clareiras onde podiam ir brincar.
Pedrinho: Vamos, me alcança logo! Já estou quase no topo.
Exclamou Beto.
A árvore era muito alta, e se olhassem para baixo do topo, às vezes até as patinhas dos amigos tremiam de medo. Mas ainda assim era muito interessante competir para ver quem chegaria primeiro ao galho mais alto.
Beto, como você sempre sobe tão rápido até o topo? Você come algo especial que te dá tanta força?
Perguntou Pedrinho.
Ha-ha-ha! Que engraçado você! É só que você é fraquinho e eu sou fortão, só isso!
Riu o guaxinim Beto.
O esquilo franziu as sobrancelhas, ele sempre fazia isso quando ficava chateado. Toda vez que os amigos brincavam de jogos onde precisavam subir ou correr até algum lugar, Beto ganhava, e sempre zombava do esquilo mais lento.
Mas você sabe que eu estava só brincando! Você é demais, e eu só te animo de propósito para você se mexer mais rápido! Você é meu melhor amigo, e nunca vou gostar de mais ninguém como gosto de você! Vamos, não vou mais falar assim, não gosto nada quando você fica chateado!
Pedrinho estendeu a patinha para Beto e o ajudou a subir até o topo.
E de repente, quando os amigos se acomodaram no galho mais alto e mais forte, ouviram um som estranho "chr-chr-chr".
Quem está aí???
Pedrinho se assustou.
Quem está aqui, além de nós? Onde você está escondido?
Gritou Beto.
De trás das folhas que cobriam o tronco da árvore, de repente apareceu um pequeno focinho ruivo. Primeiro apareceu um narizinho pequeno, e depois os olhinhos e as orelhinhas.
Oi! Meu nome é Flecha, e agora eu moro aqui.
De repente exclamou alto a nova moradora da árvore. Era uma esquila, com uma cauda fofa vermelho-fogo e um peitinho preto fofinho.
Nossa! Você nos assustou tanto que quase caímos dos galhos.
Disse Pedrinho suspirando alto.
Me desculpem, por favor, eu não queria assustar vocês. É que sou novata aqui, não conheço ninguém, por isso não apareci logo para vocês. Sabem de uma coisa? Que tal sermos amigos? Eu conheço tantos jogos diferentes e interessantes, nunca vamos ficar entediados. Venham me visitar sempre, e vou oferecer doces para vocês.
Tagarelou Flecha e abraçou seus novos amigos da floresta.
Desde então os bichinhos começaram a brincar e passear juntos, corriam pela clareira florida, coletavam frutas vermelhas e sementes juntos, e eram felizes.
Certa vez Pedrinho, Beto e Flecha decidiram ir juntos ao rio. Flecha trouxe consigo uma pequena jangada que ela mesma fez, e os meninos trouxeram várias guloseimas.
Chegando ao rio, Flecha sentou-se na jangada e disse:
Aqui só cabem dois. Decidam vocês mesmos quem vai flutuar comigo pelo rio, enquanto isso vou me lavar.
Eu, claro, eu!
Gritou Pedrinho.
Por que você? Eu também quero!
Protestou Beto.
Sabe, Flecha! Você agora é minha melhor amiga, então você deve deixar eu subir na jangada!
Insistia Pedrinho.
E eu? Eu também quero ser amigo e brincar com você, Flecha. Pedrinho não tem tantos jogos legais e interessantes, e com você é sempre divertido e interessante!
Gritou Beto.
Os bichinhos começaram a discutir entre si e, no final, ambos pularam na jangada. Caindo nela ao mesmo tempo, a jangada de repente se partiu em duas e se separou em direções diferentes.
Pronto, vocês estragaram tudo!
Gritou Flecha.
Ela balançou sua cauda fofa e rapidamente pulou para casa.
E Pedrinho e Beto viraram as costas um para o outro e foram cada um para sua casinha.
O inverno chegou, e na floresta ficou muito frio. Caiu neve branca e fofa, em uma camada tão grossa que nem os arbustos podiam ser vistos. Um dia Pedrinho decidiu sair de casa, ele decidiu coletar novos galhinhos para decorar sua moradia. Tendo coletado tudo o que precisava, o esquilo se preparou para voltar para casa, já estava escurecendo lá fora, e ele não queria vagar pelas matas escuras.
Mas ao se aproximar de sua casinha ele caiu de surpresa — no lugar de sua casinha no chão estava uma árvore enorme, que com o vento havia caído bem em cima do telhado. Pedrinho começou a chorar, pois agora não tinha onde morar, e lá fora estava tão frio. E então ele se lembrou de sua nova melhor amiga, que morava na clareira no topo da maior árvore da floresta. Ele foi até ela.
Esquila, sou eu, Pedrinho! Me deixe entrar, minha casinha foi esmagada por uma árvore, e agora não tenho onde morar! Nós somos amigos!
Nem pensar! Se eu te deixar entrar, vai sobrar muito pouco espaço para mim, e ainda vou ter que dividir comida com você. Não, não vou te deixar entrar. Vá construir uma nova moradia, eu não quero morar com você!
Pedrinho ouviu uma resposta totalmente inesperada.
Confuso com essa resposta terrível, Pedrinho começou a soluçar, tão alto que Beto ouviu. A casinha do guaxinim não ficava tão longe da clareira onde Flecha morava.
Ele correu em direção ao som, e chegando ao local, perguntou:
O que aconteceu, Pedrinho? Você está chorando tão alto que dá para ouvir até na minha casa!
Beto? Você não está mais chateado comigo? Nós brigamos, eu pensei que você não ia mais querer me ver! Não tenho mais casinha, foi esmagada por uma árvore enorme, e agora não tenho para onde ir.
Chorava o esquilo.
Beto levantou Pedrinho do chão frio e nevado e eles foram para a casa do guaxinim.
Sabe, Pedrinho, eu pensei muito e decidi que um amigo melhor que você, eu não tive, não tenho e nunca vou ter. Fique morando aqui, juntos vai ser mais divertido, e vamos coletar comida juntos!
Beto chorou de felicidade.
Desde então o esquilo e o guaxinim nunca mais se separaram. Eles entenderam que os melhores e mais fiéis amigos não podem ser traídos, é preciso sempre ajudar um ao outro, cuidar um do outro e nunca brigar.
Contos gratuitos — são um verdadeiro e muito bom manual para crianças e adultos. Essas histórias ensinam a viver na bondade e no cuidado.