Havia uma vez um vovô e uma vovó que viviam neste mundo. Viviam modestamente, sem luxos. Sua casa era pequena, com móveis comuns. E sua única alegria era a televisão, pela qual a vovó assistia novelas e o vovô futebol. E então, uma noite, quando as notícias estavam sendo transmitidas na televisão, o vovô ouviu uma história interessante. Aparentemente, na cidade, no mercado, estava sendo vendido um nabo mágico que cresce muito grande e, quando amadurece, realiza desejos.
Vovó, você ouviu o que estava passando na televisão?
Gritou o vovô ao ouvir a notícia.
Não, não ouvi. O que era?
Perguntou a vovó preguiçosamente.
Aparentemente, na cidade, no mercado, está sendo vendido um nabo mágico que cresce de tamanho gigantesco e pode realizar desejos!
Contou o vovô com admiração.
Precisamos ir ao mercado, comprar sementes e plantar um monte delas. Então poderemos fazer muitos desejos e todos serão realizados.
Que maravilha! Mas será que isso é possível?
Perguntou a vovó surpresa.
Estamos no século XXI, velha, muitas coisas acontecem!
Respondeu rapidamente o vovô e começou a se preparar.
Amanhã de manhã iremos à cidade e encontraremos as sementes deste nabo.
Chegou a manhã. O vovô e a vovó se acomodaram em seu velho Opel, que dava partida na décima tentativa, e partiram em busca do nabo mágico. Viajaram por muito tempo, com paradas, e finalmente chegaram. Estacionaram seu carro perto do mercado e saíram à procura.
Olá, vocês não poderiam me dizer onde vendem o nabo mágico por aqui?
Perguntavam a cada vendedor.
Não havia sementes em lugar nenhum, e apenas um rapaz perguntou baixinho:
Você precisa de nabo?
Sim, mas precisamos de sementes de nabo mágico, não de um comum.
Respondeu o vovô.
Tenho algumas, sobraram cinco sementes. Quer levar?
Claro!
Ficaram felizes o vovô e a vovó.
Colocando as sementes no lugar mais seguro, o vovô e a vovó partiram para casa. Na décima tentativa conseguiram dar partida no Opel e depois de algumas horas finalmente chegaram.
Chegou a manhã do dia seguinte. O vovô e a vovó acordaram cedo, foram ao pomar, cavaram os canteiros e plantaram as cinco sementes.
O tempo passava, mas o nabo não crescia.
O vovô e a vovó andavam ao redor, reclamando:
O vendedor do mercado nos enganou!
E de repente, depois de muitos dias, um broto apareceu através da terra. E cresceu tão rápido que em menos de uma semana o nabo mágico havia crescido enormemente.
Bem, vovó, acho que devemos arrancá-lo agora?
Sugeriu o vovô.
Ai, não sei, não estamos com pressa? Talvez devêssemos esperar mais um pouco?
Respondeu a vovó.
E assim decidiram esperar.
Todos os dias o vovô regava o nabo e sussurrava para si mesmo:
Cresce, nabo, gigantesco e imenso!
Depois de alguns dias, o vovô decidiu arrancar o nabo da terra. Vieram com a vovó ao pomar e puxaram, mas não conseguiram.
Que situação!
Suspirou o vovô cansado.
Como vamos arrancá-lo?
Talvez pedíssemos ajuda a alguém?
Perguntou a vovó.
Não podemos deixá-lo crescer aqui por muito tempo. Já fiz um desejo e ele precisa realizá-lo logo.
O vovô e a vovó pensaram por muito tempo e decidiram chamar o vizinho para ajudar. Puxaram juntos, mas não conseguiram arrancá-lo.
E se eu chamasse meu filho?
Perguntou o vizinho.
Talvez ele nos ajude?
Veio o filho, avaliou a situação e disse:
Não conseguiremos. Precisamos pedir ajuda a seres mais fortes — aos animais da floresta. Eles têm mais força e talvez nos ajudem a arrancar.
E como o filho do vizinho era guarda florestal e tinha contatos com os animais, foi à floresta pedir ajuda e trouxe um urso. Todos puxaram juntos, o urso na frente de todos. Ruge, move as patas, mas não conseguem arrancar.
Então o urso sugeriu chamar o lobo — ele também é considerado um dos animais mais fortes da floresta, talvez conseguissem todos juntos.
Veio o lobo, afastou todos com seu uivo e disse:
Não preciso de ajuda, vocês são fracos. Agora vou mostrar como se arranca um nabo.
Agarrou a ponta com a cauda, uivou e puxou com força… Mas não conseguiu, apenas caiu no chão e bateu o nariz.
Eu sei quem pode nos ajudar!
De repente, depois de descansar, o lobo se lembrou.
E se chamássemos a raposa, minha amiga? Ela é astuta, tem imaginação e criatividade, talvez nos ajude. O lobo foi buscar a raposa e no caminho contou-lhe que não conseguiam lidar com aquele nabo mágico.
Correm o lobo e a raposa pela estrada, e a raposa pensa:
Não posso deixar que a vovó e o vovô peguem este nabo! Eu mesma devo guardá-lo e fazer meu próprio desejo!
Claro, a raposa não contou seus pensamentos a ninguém e fingiu que estava tentando muito arrancar o nabo.
Chegou a noite, e o vovô e a vovó deixaram todos os animais em casa para a noite, para que pudessem começar cedo pela manhã a arrancar o nabo mágico. Deitaram a raposa em um colchão macio, o lobo se acomodou em uma poltrona no corredor, enroscado como um rolo, e o urso se deitou no chão perto dele.
Todos dormiram, e apenas a raposa não dorme. Ela tinha um plano brilhante em mente. A raposa pegou o telefone, discou o número do serviço de emergência e chamou os bombeiros. Chegou uma equipe inteira com um trator tão gigantesco que em um minuto cavou o nabo. Colocaram o nabo em um reboque e o levaram para a casa da raposa.
De manhã, o vovô e a vovó acordaram, acordaram o lobo e o urso, foram ao pomar — e o nabo tinha desaparecido.
Assim a raposa enganou o vovô e a vovó e ficou com o nabo mágico para si. Mas o nabo se mostrou não mágico, mas completamente comum. Ou talvez o nabo realize desejos apenas para pessoas boas e honestas?