Finalmente chegou o tão esperado feriado. Dasha completou cinco anos. Desde a manhã, a aniversariante começou a receber presentes e parabéns. Com toda a alegria, o dia festivo passou rapidamente e chegou a hora de dormir.
A menina sentou-se à beira da cama, olhou ao redor dos presentes e disse com um suspiro: "Como eu gostaria de ter uma gatinha, eu a chamaria de Tássia".
Nesse momento, a avó estava fechando a porta do quarto de Dasha e acidentalmente ouviu seu desejo secreto. Na manhã seguinte, enquanto a neta ainda dormia, ela foi até a vizinha.
A vizinha tinha uma gata que havia tido filhotes recentemente. A mulher ouviu o pedido da avó e com grande alegria deu à aniversariante a gatinha mais bonita.
Assim que Dasha acordou, logo notou uma nova caixa que estava no canto.
Que novidade é essa? Essa caixinha não estava aqui ontem — disse a menina, apressando-se em abri-la. A alegria de Dasha não tinha limites quando uma pequena gatinha ruiva com patinhas brancas e barriguinhas listradas saiu da caixa.
Tássia! Tássia! Que felicidade ter você agora comigo! — exclamou Dasha e, com a gatinha nos braços, saiu correndo do quarto para compartilhar sua alegria com a família.
Passaram alguns meses. Dasha e Tássia se tornaram tão amigas que eram inseparáveis. A gatinha crescia rapidamente. Ela já conseguia pular sozinha no peitoril da janela para se aquecer ao sol e olhar pela janela. Quanto mais velha Tássia ficava, mais seu interesse por tudo ao redor crescia.
Um dia, enquanto a neta estava na creche, a avó decidiu assar bolinhos. Ligou o forno e, para deixar a cozinha mais fresca, abriu um pouco a janela.
Estou entediada sem Dasha, preciso passar o tempo de alguma forma — pensou Tássia e pulou no peitoril da janela para olhar para fora.
O aroma fresco da janela aberta atraía Tássia para a rua. A gatinha não resistiu, passou habilmente pela abertura e pulou no chão. Mas descobriu que ninguém a esperava lá... Embora no início tivesse sido cercada por pardais que, um segundo antes, estavam fazendo algo na grama.
Piu-piu! Que coisa estranha é essa! — perguntou corajosamente o pardal mais jovem — Você quase caiu na nossa cabeça! Quem é você?
Miau, sou uma gata, meu nome é Tássia. Eu moro ali — e ela apontou para sua janela.
Piu-piu! Rapazes, é uma g-g-gata — gritou o corajoso, gaguejando um pouco — Vamos embora daqui enquanto estamos inteiros!
E a revoada de pardais se dispersou em todas as direções, como se nunca tivesse existido.
Bem, eu queria brincar com eles, mas todos voaram embora — suspirou Tássia com frustração.
E a gatinha saiu procurando com quem poderia brincar. Caminhou alguns passos e encontrou uma borboleta. A borboleta estava sentada tranquilamente em uma flor, bebendo néctar doce.
Miau, borboleta, vamos brincar de pega-pega! — disse Tássia — Eu vou te pegar e você voa. Será divertido!
A proposta da gata de brincar não agradou à borboleta. Ela rapidamente voou da flor e partiu.
Bem, outra vez não deu certo — Tássia ficou triste e decidiu deitar-se à sombra na grama. Assim que se deitou, ouviu um barulho. A gatinha olhou com atenção e viu um ratinho saindo de sua toca.
Miau! — alegrou-se Tássia — Agora sim vou brincar com alguém! Provavelmente ele também está entediado sentado sozinho na toca, assim como eu estou entediada sem Dasha.
Tássia correu rapidamente em direção ao ratinho, mas o rato rapidamente desapareceu em sua toca. O ratinho fica lá dentro, tremendo de medo.
Ouve Tássia o chamando para brincar de pega-pega, mas pensa: "Que gata astuta, quer me enganar e me comer. Nada disso! Minha mãe disse que os ratos devem ficar longe dos gatos".
Tássia ficou um pouco mais perto da toca, mas o ratinho não saiu.
A gatinha não encontrou ninguém para brincar de pega-pega e voltou para casa de mau humor. Entrou pela janela aberta, deitou-se no peitoril e pensou: "Que boa amiga minha Dasha é: ela me alimenta, brinca comigo e me acaricia. Tive muita sorte com ela. Não vou encontrar uma amiga melhor! Miau, Dasha! Volta logo da creche. Estou com saudade de você".