Bordo
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Bordo

Autor: Наталья
Uma história autoral, um pouco melancólica, sobre uma árvore Bordo que trazia felicidade às pessoas ao seu redor.

Havia uma vez, em uma bela cidade do norte, uma árvore Bordo.

Como chegou lá, ela já não se lembrava. Costuma-se dizer que onde se nasce, ali se é útil.

O Bordo ficava ali, com seus galhos abertos em um abraço generoso, observando a vida ao redor. Às vezes, pardais se abrigavam em sua copa da chuva e do vento, às vezes crianças que voltavam da escola paravam para conversar perto dele.

Casais apaixonados gostavam de sonhar no verão à sua sombra.

Assim vivia o Bordo. Passaram-se muitos ou poucos dias, quando um velho de cabelos grisalhos se mudou para a casa ao lado. O Bordo o via frequentemente. O velho tinha olhos tristes e um coração bondoso.

Um dia, o velho parou perto do Bordo. O Bordo sussurrou com suas folhas:

Velho, há muito tempo te conheço. Você está sozinho e eu também. Vamos ficar tristes juntos.

Por que ficar triste? Vamos nos alegrar a cada dia. Veja quantas maravilhas há ao redor!

E era verdade. O Bordo começou a notar como o Sol brilhava de forma especial, com amor. As pessoas vinham sob os galhos da árvore, compartilhando boas intenções e sentimentos sinceros.

Certa vez, no outono dourado, uma menina pequena, aluna do primeiro ano, aproximou-se do Bordo. Com entusiasmo, colheu suas folhas coloridas em um lindo buquê, acariciou-o com amor e correu.

"Avô, olha! Estes são meus amigos! Eles são reais, lindos!" — gritou a menina para o velho logo na porta. Diante do velho, as folhas de beleza incomparável se abriram como um leque.

"Que Bordo bom. Quanto bem vem dele", — pensou o velho.

No dia seguinte, o Bordo foi cortado. E um vazio se abriu na alma do Velho. Os pardais não mais cantavam tão alegremente, e o sol deixou de aquecer.

Chegou o inverno, frio e gelado, com fogos de artifício de Ano Novo.

O velho o viveu com o coração aberto e uma tristeza silenciosa.

O inverno passou, e a primavera rosada o substituiu.

O sol de maio aquecia carinhosamente a vida ao redor. Por toda parte, o calor despertava.

Um dia, a neta correu para dentro da porta aberta até o velho: "Avô, do toco do bordo surgiram galhinhos com folhinhas. Milagre! Um verdadeiro milagre!".

O velho riu, e o mundo respondeu com uma risada bondosa. Novamente chegou a hora de se alegrar a cada dia.

O conto de fadas Bordo está disponível no formato FB2 para celulares, tablets, computadores e leitores de e-books.
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