O coelho-branco pulava sob o pinheiro.
«Logo será meia-noite», — disse o lobo.
Embora o inverno tenha trazido geada,
Todos só querem saber: «Virá o Papai Noel?»
A raposa correu para o pinheiro verde,
Ouviu na floresta as vozes dos animais:
«O que aconteceu com vocês
aqui, amigos?
Lobo, conte, sem guardar segredos».
O lobo olhou para a astuta raposa:
«Sua pergunta, eu realmente não entendo.
Você ficou velha,
minha amiga,
Esqueceu do feriado? Agora é inverno».
O ouriço explicava para a raposa:
«No Ano Novo, toda a floresta é amiga.
Esperamos o Papai Noel junto aqui,
E você também, a você, chamamos em coro.
O vovô vem até o pinheiro uma vez por ano,
Deseja saúde a todos para frente,
Distribui presentes, faz todos rirem,
E nos surpreende com a Donzela da Neve — sua neta.
Primeiro o vovô corre para a aldeia,
Depois para as cidades — todos têm sorte,
E só depois vem para a
floresta,
Então espere, Raposa Patrícia».
É entediante no inverno em cada floresta.
Os animais respiram, esperam pelo calor e pela primavera,
Mas no Ano Novo, a floresta sem problemas,
Sob o pinheiro verde há uma roda de dança.
Papai Noel voltará para casa ao amanhecer.
Claro, estará cansado, tem muitos anos.
Ele não descansa ociosamente o ano todo.
Prepara presentes para a próxima jornada.