O rádio há muito entrou em nossas vidas, mas hoje em dia as pessoas cada vez mais ouvem rádio em carros e telefones. Mas os primeiros receptores de rádio foram há muito tempo esquecidos.
Certa vez, um jovem chamado Paulo passeava no parque como de costume. Ele era diferente de seus colegas. Eles preferiam passar tempo em computadores e se comunicavam cada vez mais por telefone. Paulo, por outro lado, preferia conversas genuínas e passeios na natureza. Ele gostava de sentar no parque e ler um livro.
Esta vez, Paulo estava sentado em um banco no parque lendo um livro quando ouviu uma voz feminina vindo dos arbustos de rosas. Paulo foi direto para lá. Mas não encontrou ninguém. Havia um velho rádio nos arbustos. O som vinha dele.
Uma moça com uma voz agradável lia um romance, exatamente o mesmo que Paulo havia começado a ler um minuto antes. Ele ficou impressionado. A moça tinha uma voz agradável e fazia comentários muito perspicazes enquanto lia o romance.
Paulo levou o rádio consigo. Sempre que tinha um momento livre, ligava o rádio e ouvia a voz agradável da moça. Mas ele não apenas gostava da voz dela, ele amava a literatura que ela selecionava.
Quando Paulo descobriu a frequência da transmissão daquele canal de rádio, não conseguiu determinar o nome da estação. De acordo com os dados disponíveis em fontes públicas, tal canal simplesmente não poderia existir.
Paulo começou a ouvir este canal cada vez mais e notou que a transmissão era interrompida em dias e horários específicos. Como a moça era muito bem-lida, Paulo presumiu que ela estudava na universidade, provavelmente em um curso relacionado à literatura. Ele começou a pensar em como encontrá-la. Afinal, durante todo o tempo que ouviu o rádio, o jovem se apaixonou pela moça.
O tempo passava. Paulo constantemente ouvia o rádio e sonhava em conhecer e conversar com aquela moça pessoalmente. Ele tinha certeza de que ela era como ele, que era diferente de seus colegas, pois era claro que ela lia muito.
Em um programa de rádio, a moça decidiu contar como havia criado seu canal. Sua mãe era cientista e havia criado todo o equipamento necessário e obtido uma frequência de rádio específica. Ela contava aos seus ouvintes o que sabia. Mas ninguém a ouvia. Afinal, não era moda ouvir rádio, especialmente sobre temas científicos. Quando sua mãe ficou doente, o canal de rádio foi abandonado. Quando sua mãe faleceu, a moça decidiu continuar seu trabalho em memória dela. E agora ela compartilha com os ouvintes o que sabe. Ela disse onde estudava.
No dia seguinte, Paulo pegou o velho rádio e foi para a universidade que a moça havia mencionado. Uma moça se aproximou dele:
Olá, de onde você tirou este rádio?
Encontrei no parque.
Respondeu Paulo.
Este rádio foi feito por minha mãe. Ele capta apenas um único canal. Você o ouvia?
Eu simplesmente me apaixonei por este canal. É você quem apresenta?
Perguntou o jovem.
Sim, sou eu. Você gostou?
Muito. Sonhei em encontrá-la. Você é uma ótima interlocutora. E atualmente é tão difícil encontrar alguém que não passe tempo em computadores ou não fique colado no telefone. Você, como eu, prefere livros, não é?
Sim, é verdade.
Respondeu a moça.
Desde então, eles nunca mais se separaram. Ele a buscava na universidade, iam para o parque, onde ficavam sentados no banco conversando por horas. Eles decidiram instalar um rádio no parque e ler livros para todos. Logo, jovens começaram a se reunir no parque para ouvir as transmissões.
E finalmente, eles se afastaram de seus telefones e computadores. Os jovens começaram a deixar sugestões para melhorar o canal de rádio. Logo, não havia bancos suficientes no parque.
Nada é melhor que a comunicação genuína. Não se esqueça de encontrar com amigos e familiares. E o mundo se abrirá para você com cores completamente novas.