A Fascinante Jornada de Rex
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A Fascinante Jornada de Rex

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Um conto autoral sobre amigos: um cachorrinho, uma borboleta e um sapo. Eles viajavam juntos até encontrarem na clareira da floresta — um ouriço! E então as aventuras começaram!

Ao longe avistavam-se belos telhados de cerâmica, e as forças do pequeno cachorrinho Rex estavam se esgotando. Mas a vontade de almoçar era tão grande que ele se recompôs e acelerou o passo.

Como só era possível conseguir comida na vila ou cidade através de pessoas bondosas, ele se dirigiu ao povoado mais próximo.

Era uma pequena vila com ruas bem cuidadas, repleta de flores belas e perfumadas. Sobre elas zumbiam abelhas e esvoaçavam borboletas.

Uma das borboletas pousou no nariz de Rex, e ele começou a espantá-la com a pata. Mas a borboleta parecia brincar com Rex, ora se afastava, ora se aproximava novamente e fazia cócegas em seu nariz com suas asinhas. Ele ficou irritado no início, mas depois nem percebeu como entrou na brincadeira. Rex caminhava pela rua, e a borboleta voava ao seu lado. Foi assim que começou a amizade deles.

Sentindo o cheiro de carne assada, Rex inspirou profundamente e foi lentamente em direção ao aroma. Ele viu um grande forno, e perto dele um cozinheiro que mexia algum prato em uma frigideira enorme. Ganindo tristemente, Rex olhou interrogativamente direto em seus olhos.

O homem sorriu e disse:

O que foi, está com fome? Bem, venha aqui, tome este ossinho!

Rex, expressando gratidão, abanou o rabo e, pegando o osso, começou a roê-lo. E a borboleta, nesse momento, pousou em uma margarida florida ao lado e começou a beber seu néctar. Assim, cada um deles teve seu almoço.

Terminando a refeição, Rex partiu novamente em sua jornada, mas agora não estava mais sozinho. Com ele agora estava sua amiga Borboleta. Eles decidiram ir ao riacho para beber água limpa e fresca. Descendo a colina até o vale, encontraram-se bem perto da água. Ela era transparente e convidativa com seu frescor.

Inclinando-se bem baixo, Rex viu até o fundo do riacho. E lá, que maravilha! No fundo da nascente nadava um simpático sapo terrestre. Ele pulou para fora da água e sorriu alegremente para o Cachorrinho e a Borboleta.

Oi.

Disse Rex.

Você é tão simpático e amigável. Estamos aqui viajando com a borboleta. Quer se juntar a nós?!

Ótima ideia, obrigado pelo convite. Aceito com prazer.

Disse o Sapo.

Eles se acomodaram na margem do riacho e fizeram um concurso do melhor desenho.

O cachorrinho Rex desenhou uma bela casa, a Borboleta — um sol carinhoso, e o Sapo — grama verde e árvores frondosas. Ficou um verdadeiro quadro.

Vamos.

Disse a Borboleta.

Deixar isso aqui, na areia. De repente alguém queira completar nosso desenho.

Rex e o Sapo concordaram. E, lançando um olhar melancólico para sua criação, eles partiram adiante, agora em trio.

Ao longe avistava-se um pequeno bosque, os amigos decidiram ir direto até ele. Afinal, era de lá que vinha um canto de pássaros tão maravilhoso que deu vontade de ver com os próprios olhos quem cantava tão lindamente.

O bosque ficava cada vez mais perto, e o canto — mais forte e melodioso. Parando sob uma árvore, os viajantes levantaram as cabeças e viram um passarinho pequeno e sem graça. Era sua voz cristalina e misteriosa que os havia atraído para o lado do bosque.

E o passarinho se chamava — Rouxinol. E como os rouxinóis cantam à tarde e à noite, ficou claro para os amigos que era hora de procurar um lugar para dormir. Eles nem perceberam como o dia passou rápido e começou a escurecer.

Agradecendo ao Rouxinol pela canção maravilhosa, eles partiram em busca de um lugarzinho aconchegante para passar a noite. De repente, sob um grande toco, alguém se mexeu. Um pouco assustados, Rex, Borboleta e Sapinho pularam para o lado. E então apareceu um rostinho pequeno com um nariz pontudo. Era um Ouriço...

Oi para todos!

Disse ele animadamente.

Para onde vão a esta hora da noite?

Pois é, gostaríamos de encontrar um lugar para dormir. Estamos cansados do dia e a noite está chegando.

Disse Rex.

Então vocês tiveram sorte de me encontrar. Ficarei feliz em ajudá-los. Estão vendo este grande toco? Esta é minha casa. Eu moro aqui. E tem muito espaço nela, suficiente para todos. Acomodem-se, por favor, onde for mais confortável, tudo será quente e aconchegante.

A Borboleta pousou em um galho — um broto do toco. O Sapo se escondeu sob uma raiz que saía da terra, e Rex deitou-se na entrada, como um verdadeiro guardião. O Ouriço também ocupou seu lugar habitual.

No bosque ficou completamente escuro, apenas as estrelas cintilavam no céu e brilhava a lua cheia. Os amigos se acomodaram confortavelmente e adormeceram profundamente, para acordarem pela manhã revigorados e descansados. E para no novo dia partirem em uma nova e fascinante jornada.

Leia contos, e sua alma ficará aquecida e feliz!

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