Viviam na avó dez gatinhos: Miau, Anfisa, claro, Pirata, Jorginho, Arcádio, Bétula, Piloto, Coelhinho, Figurinha e o Toupeirinho ruivo. Dez brincalhões tão divertidos, Dez gatos queridos e adoráveis.
Assim, um dia, foi ao mercado A velinha de manhã, sozinha, buscar peixe. Na mão — uma sacola, cobrindo a cabeça com um lenço, Saiu a avozinha apressada pela porta. Os gatinhos sentam-se quietinhos pelos cantos, Só se ouve ronronar por lá.
E dorme num cantinho a aranha quietinha, Ela não é má, é amiga verdadeira. Uma borboleta apenas perturbou a paz, Como uma sensação, entrou no ar. Simplesmente uma tonta entrou pela janela, Que cinema se fez ali!
Pulam dez gatinhos já crescidos, Cada caçador fica feliz com a presa. A borboleta pousou no lustre, Por trás da cortina esgueira-se Arcádio. E Miau vem atrás, não fica para trás, Pois a borboleta está perto, bem aqui.
Todos os outros, por caminhos diferentes Irmãos e irmãs sem medo encontraram. Um sobe no guarda-roupa, outro na prateleira. Eis que se rasgou a cortina da avozinha, E os gatinhos? Choram num canto, Tudo por raiva, começando a brincadeira?
Nada disso! Na caça estão, Brincadeiras, entusiasmo, sem culpa nenhuma. Só que a vítima não conseguem apanhar: Um bater de asas, e é hora de voar.
E ficaram os gatinhos no canto. A borboleta simplesmente, terminando a brincadeira, Correu para casa, apressada. E decidiu manter distância Da casa amarela, onde há tantos gatinhos, Onde fazem travessuras e barulho.
Viviam na avó dez gatinhos: Miau, Anfisa, claro, Pirata, Jorginho, Arcádio, Bétula, Piloto, Coelhinho, Figurinha e o Toupeirinho ruivo. Eis que voltou a velinha para casa: "O que aconteceu? Ah, meu Deus! A prateleira caída, a cortina no chão, Talvez um ladrão estivesse brincando de cabra-cega? Parece que sei de onde veio este caos, Aqui é culpa, bem, claro, de um elefante!
Ele assustou meus pequeninos, Com ele veio, claro, a Bruxa!" Ria quietinha no canto a aranhinha: "Que imaginativa! Mas silêncio, não contem."
"Queridos gatinhos, — sussurra a velinha, — Vocês descansem, aqui está uma almofada, Precisam comer peixe para o stress. Sim, não há como escapar do progresso. Como é possível que em plena luz do dia, Um elefante e a Bruxa me visitassem!"
Sim, muito depois suspiravam nos bancos As velhinhas de lenço e chinelos: "É perigoso viver agora, — dizem, — Como proteger nossos gatinhos queridos? Como conseguiram escapar do perigo?" Ninguém dirá que são travessos!