A Doutora Pilulinha vive debaixo de uma árvore.
Trata dia e noite toda a gente da floresta.
Se alguém queima um dedo — recebe iodo na hora,
Se alguém magoa uma pata — a nossa doutora tira uma ligadura.
A nossa doutora trata todos os animais, tem tanto trabalho.
A nossa doutora não deixa ninguém sem atenção!
E a doutora avisa a todos:
«Respeitem as regras de trânsito.
As regras de trânsito são necessárias em todo o lado.
Para não caírem em problemas,
Todos os animaizinhos devem respeitar as regras de trânsito!»
E a doutora tratava e ensinava,
Avisava todos os animaizinhos:
«As regras de trânsito devem ser respeitadas!
Os sinais do semáforo todos devemos conhecer!
Luz vermelha — não há passagem!
Amarela — prepara-te!
E verde — então vai, segura a mão da mãe!»
Todos amavam a doutora, a Doutora Pilulinha
E sempre respeitavam as regras de trânsito em todo o lado.
Mas um dia aconteceu uma desgraça,
A mãe Raposa perdeu o seu filhinho.
A mãe chorava alto e chamava —
Não havia rasto do pequeno travesso.
Mas o pequeno raposo travesso fugiu da mãe
E brincava alegremente junto à estrada grande.
«Como os carros correm rápido pela estrada,
Que divertido é aqui!
Fugi da minha mãe raposa,
E cheguei à estrada grande,
Não tenho medo de nada neste mundo,
Até atravesso a estrada sozinho».
E o pequeno raposo correu sem olhar para trás…
E naquele lugar estava um general importante
Ele piscava os olhos coloridos,
E, ao ver o pequeno raposo, gritou:
«Ah, que escândalo vai haver agora
Ele correu com a minha luz vermelha!»
O semáforo agitou os braços
E piscou ainda mais forte:
Vermelho, amarelo e verde!
Todos os carros pararam em fila
Mas o pequeno raposo tolo
Já não estava a gostar da brincadeira.
Pisaram-lhe a pata, doía muito ao pequenino
O semáforo pegou nele e correu para a árvore.
A Doutora Pilulinha não perde tempo
Tira depressa uma ligadura, tira iodo.
Trata o pequenino
O que se há de fazer, que desgraça!
Então o nosso semáforo piscou e disse um discurso a todos:
«Vigio a ordem nas estradas, dia e noite
Envio os meus sinais aos peões e aos condutores
Se piscar a vermelho, significa — pára! Não há passagem!
Se piscar a amarelo, prepara-te, em breve virá a luz certa.
Quando a luz verde acender —
Podes ir com segurança!
Tenho três olhos brilhantes e deves segui-los!»
O pequeno raposo compreendeu tudo, baixou a cabeça
E correu depressa para a sua mãe raposa:
«Ah, não vou mais fugir
E não vou mais brincar junto à estrada!»
A mãe queria repreender o pequenino,
Mas apenas lhe acariciou a cabeça com amor…
«Obrigado Semáforo» —
Gritaram os animaizinhos
E formaram uma roda
E começaram a bater palmas alegremente.