Quando Ficamos Grandes
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Quando Ficamos Grandes

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Um conto infantil original sobre o caminhãozinho Téma, seus pais e amigos – um esquilinho com sua mãe, um sapo e uma gralha – com quem ele faz amizade durante a entrega de sua primeira carga.

Na família dos caminhões azuis nasceu um bebê. Comparado aos seus pais, era um caminhãozinho azul bem pequenino. O papai transportava cargas grandes, e a mamãe também não ficava atrás – as pessoas confiavam a ela suas compras importantes e pesadas. O tempo passava, o caminhãozinho Téma crescia, e a cada dia queria ficar maior e mais adulto. "Então com certeza confiarão em mim para transportar compras importantes!". Ele frequentemente se olhava no espelho:

Mãe, mamãe, quando vou crescer?

Não tenha pressa, meu filho, tudo tem seu tempo.

Ah, é fácil para você falar assim, confiam em você para transportar móveis e outras coisas, mas em mim não… – suspirava Téma.

A mamãe sempre sorria para isso:

Nos tornamos grandes através de nossas ações, não pelo tamanho da carroceria, como a minha ou a do seu pai!

Mas Téma não conseguia entender como assim ações – será que as rodas ficam maiores ou a carroceria cresce?

Mas eis que um dia de verão, Téminha recebeu uma missão importante: entregar cubinhos na creche. Orgulhoso e alegre, saiu para cumprir a tarefa, mas a estrada que levava ao seu destino estava bloqueada por obras, precisava fazer um desvio, e assim perderia uma hora inteira! Téma ficou tão triste que quase chorou, mas então se lembrou de outro caminho, através de uma pequena floresta, talvez perdesse apenas alguns minutos, mas chegaria direto na creche.

Dirigir pela estrada da floresta seria puro prazer em um dia quente, mas o caminhãozinho tinha uma tarefa importante e decidiu não se distrair, quando de repente um pequeno esquilinho pulou na sua frente.

Que bom que eu estava devagar, consegui frear a tempo, por que você pulou na estrada? – começou a repreender o esquilinho, Téma.

Desculpe, eu não quis, perdi minha mamãe! – e o pequeno começou a chorar.

Téma, é claro, estava com pressa, mas não podia abandonar o esquilinho.

Não chore, vamos encontrar sua mamãe, suba na cabine, e eu vou buzinar, assim ela nos ouvirá mais rápido.

O esquilinho parou de chorar, olhava com interesse pela cabine – quando mais se tem a chance de andar assim! E Téma buzinava com toda força, o que atraiu muito a atenção de uma gralha:

Por que você está fazendo esse barulho aqui, está fazendo bagunça?

Não, tia gralha, estamos procurando a mamãe do esquilinho, ele se perdeu!

Ah… – disse a ave curiosa, – Então vou procurar com vocês também.

O esquilinho está procurando a mamãe! O esquilinho está procurando a mamãe! O esquilinho está procurando a mamãe! – tagarelava sem parar, voando pela floresta.

Onde, onde está meu filho? – a mamãe esquila apareceu e estava ao lado de seu travesso.

Obrigada, meu querido! – a mamãe esquila beijou delicadamente o pequeno caminhãozinho.

De nada, não é nada – chiou fracamente agora o caminhãozinho vermelho, isso acontecia quando ele ficava muito envergonhado.

Depois de se despedir dos novos amigos, Téma se apressou na estrada, não era bom atrasar em uma missão tão importante! Ele não tinha dirigido muito quando ouviu um gemido.

O caminhãozinho parou, escutou com atenção, o som era muito fraco. Téma começou a examinar cuidadosamente a estrada e então viu um pequeno sapo, um galho grande o pressionava, e o coitado mal conseguia respirar.

Coitadinho, vou te ajudar agora! – Téma cuidadosamente removeu o galho, – Você está bem?

O sapo, depois de descansar alguns minutos, já estava pulando perto do caminhãozinho:

Coá-coá, obrigado, meu amigo! Quer ouvir as músicas alegres dos meus amigos sapos?

Com muito prazer, mas só da próxima vez, estou com muita pressa! Até logo, sapo!

Até logo, caminhãozinho!

Com suas aventuras na floresta, Téma esqueceu da hora, atrasou 30 minutos inteiros! A professora o esperava na entrada da creche.

Téma, Téma, – disse ela severamente, – Eu pensava que você era um caminhãozinho responsável, como pode se atrasar assim!

E o caminhãozinho azul ficou vermelho novamente, mas dessa vez de vergonha.

Vou ter que contar aos seus pais que você é muito pequeno para transportar até mesmo essas cargas!

Espere, não o repreenda, ele não tem culpa! – a esquila e o esquilinho já corriam em direção à professora e ao caminhãozinho, e o sapo também, a gralha os havia trazido.

Todos começaram a contar ao mesmo tempo o que havia acontido na estrada da floresta. A professora, sem interromper, escutava com grande interesse, e Téma… Ele se sentia como um camaleão, ficava ora vermelho, ora azul, todos os sentimentos se misturavam, de um lado tinha vergonha do atraso, mas do outro ficava envergonhado porque os animais da floresta o elogiavam tanto, afinal ele não tinha feito nada de especial, apenas ajudou!

Me desculpe, Téma, – disse a professora, – Eu não sabia que você tinha razões tão importantes. Seus pais têm muita sorte em ter um filho tão bondoso e prestativo!

Já em casa, os pais olhavam com orgulho para seu filho caminhãozinho (a professora havia contado tudo a eles), que se olhava no espelho.

E a mamãe caminhão, enxugando as lágrimas de alegria dos faróis, disse:

Téminha, como você ficou grande!

Téma olhou com surpresa para seu reflexo, parecia tudo igual, a carroceria, as rodas, o que havia mudado? E então o caminhãozinho se lembrou das palavras da mamãe, que nos tornamos grandes através de nossas ações!

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