Havia uma vez um esquilo muito esportivo e inventivo chamado Quilsus. Quilsus nasceu de um jeito diferente de todas as crianças, de cabeça para baixo, e sua mãe lhe deu esse nome estranho. Leia seu nome de trás para frente e você entenderá tudo.
Quilsus era amigo da esquilinha Setinha.
Um dia, Setinha trouxe uma noz grande:
Quilsus, oi! Veja o que tenho, dá para jogar de um lado para o outro.
E Setinha jogou a noz nas patas do esquilo.
Uau, que legal!
Exclamou Quilsus.
Dá para jogar também dentro de uma cesta.
Sugeriu Quilsus e trouxe de casa uma cesta de frutas.
Os amigos começaram a jogar a noz na cesta, um de cada vez.
Para esse jogo tão divertido vieram correndo as amigas de Setinha, esquilinhas da floresta.
Venham jogar com a gente!
Chamou Setinha.
A ideia não agradou nada a Quilsus, ele queria jogar sozinho com sua amiga, mas se controlou e ficou em silêncio.
As esquilinhas e o esquilo jogavam a noz em círculo. O interesse no jogo diminuía aos poucos: havia muitas esquilinhas, mas apenas uma noz. Além disso, Quilsus não escondia seu descontentamento e constantemente segurava a noz, jogando-a no chão. A noz, como por magia, saltava de volta para as mãos, como se dissesse: "Não fique triste, Setinha gosta muito de jogar com você, mesmo tendo muitos amigos, ela não vai te abandonar!"
Que tal nos dividirmos em dois times de cinco pessoas cada, marcarmos um campo, colocarmos duas cestas, uma para cada time. Vamos jogar a noz de um time para o outro e tentar acertar na cesta. Qual time conseguir colocar mais nozes na cesta vence?
Sugeriu Quilsus. E pensava consigo mesmo: "Agora vou mostrar do que sou capaz!"
Ótima ideia!
Apoiaram as esquilinhas.
Para surpresa das esquilinhas, Quilsus começou a jogar de forma agressiva: arrancava a noz das patas das esquilinhas do time adversário e acertava na cesta. O time de Quilsus sempre vencia.
Precisamos dar uma lição em Quilsus.
Sussurravam as esquilinhas nos intervalos.
Que tal colocarmos as cestas bem altas — a três metros de altura, para que o esquilo não consiga alcançar?
É verdade que as esquilinhas sabiam pular muito alto, mas os esquilos não.
Por mais que Quilsus tentasse, não conseguia alcançar a cesta. As esquilinhas riam, jogando a noz uma para a outra e acertando na cesta.
Quilsus ficou furioso:
Ah, é assim! Daqui a um mês anuncio uma verdadeira competição entre os times de esquilinhas e esquilos, e vamos ver quem é melhor!
Declarou o esquilo com raiva. Desistir não era do seu jeito.
Quilsus era um menino muito teimoso. Ele fez uma bola redonda de resina que quicava perfeitamente no chão e voava facilmente até a cesta mais alta.
O esquilo reuniu um time de esquilos tão determinados e esportivos quanto ele. Treinaram cinco, às vezes oito horas por dia e aprenderam a pular alto e acertar a bola na cesta alta.
Um mês depois, na hora marcada, na beira da floresta, muitos animais se reuniram. Todos queriam ver a competição entre as esquilinhas e os esquilos nesse novo jogo com bola.
No campo, as esquilinhas e os esquilos apertaram as patas um do outro. E começou o jogo. A bola voava habilmente de um jogador para outro pelo ar e pelo chão.
Às vezes os jogadores paravam no lugar, pensando na estratégia, quicando a bola no chão.
Os esquilos brilhavam com sua preparação esportiva. Todos aplaudiam quando eles pulavam habilmente com a bola e acertavam na cesta.
O time dos esquilos venceu. Todos os esquilos, de alegria, jogavam Quilsus para o ar — uma salva de palmas para o vencedor.
As esquilinhas também ficaram felizes com o sucesso de Quilsus. Elas propuseram amizade entre os times. E desde então, eles competem juntos, passam o tempo livre juntos e inventam novos jogos com a bola mágica de Quilsus.
E agora, crianças — Qual jogo Quilsus inventou com seus amigos?