Outono Esportivo
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Outono Esportivo

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Uma história esportiva autoral que ajuda na assimilação de normas e valores aceitos na sociedade, incluindo valores morais e éticos. Um conto de outono sobre como as crianças treinam corrida. E a menina travessa Travessinha não conseguirá estragar o caráter determinado das crianças.

Eis que chegou a bela estação do outono. Ela pintou as árvores com cores vibrantes, secou as folhas sob os pés, presenteou todos com uma colheita abundante. E não se esqueceu, é claro, das crianças esportistas. Presenteou-as com um tempo quente, tranquilo e ensolarado.

No estádio esportivo, estão se preparando para uma competição, para uma maratona esportiva. O treinador de atletismo observa para que as crianças corram corretamente:

Vitor, olha para frente, queixo mais alto! Pedro, costas retas, não se incline para frente! Marina, melhor use a mola das pernas, não dê passadas largas! Iris, ajude-se com os braços, faça movimentos maiores!

As crianças correm pela pista circular, se esforçam. Desenvolvem um caráter forte, adquirem força de vontade.

E ao lado, sentada em um banquinho, está Travessinha observando:

Com quem fazer amizade? Com quem fazer birra? Vou até Iris, ela foi a última a chegar na linha de chegada.

Olá, Iris! Que chato ser a última, não é? Que importa se eles são rápidos! Não seja amiga deles, vamos ficar chateadas com todos.

Disse Travessinha, abraçou Iris carinhosamente e a puxou para o banquinho. Mas de repente Iris afastou sua mão:

Hoje sou a última, mas amanhã serei a primeira a chegar! Vou me esforçar muito.

Declarou ela com teimosia.

O outono se alegrou com a resposta de Iris e lhe presenteou com um rubor rosado nas bochechas, para que Iris ficasse ainda mais bonita.

Travessinha suspirou fundo e voltou para seu banquinho:

Que chato ficar sozinha, sem fazer nada.

Vê que Vitor tropeçou e caiu na pista de corrida.

Aha, agora vou fazer amizade com ele.

Pensou Travessinha e se aproximou de Vitor e perguntou:

Por que você não está chorando, não está gritando? Ou não dói?

Dói muito, mas sei como suportar.

Por que suportar, bobo, grita mais alto, bate os pés. Aí vão ter pena de você e te darão uma medalha.

Não, atletas não choram, e medalhas são dadas por conquistas. Vai embora Travessinha, não vou ser seu amigo.

Tudo bem, não preciso mesmo!

Respondeu Travessinha com rispidez e saiu.

O outono soprou um vento morno na ferida de Vitor, e os raios de sol a cicatrizaram. A dor passou.

Travessinha senta novamente no banquinho e observa as crianças treinando, Pedro ultrapassando Marina. E um plano astucioso germinou em sua alma.

Travessinha alcançou Marina e sussurra em seu ouvido:

Empurre Pedro para o lado e você chegará em primeiro lugar.

Marina fez exatamente isso, empurrou Pedro. Pedro não conseguiu se equilibrar, torceu o pé e caiu.

Marina chegou em primeiro e espera elogios e prêmios. Mas o treinador, por alguma razão, a olha com raiva. E o outono se nublou. Nuvens escuras cobriram o céu, tudo escureceu.

Apenas Travessinha elogia Marina:

Parabéns, que inteligente, é assim que se consegue vitória a qualquer preço.

Marina se virou e viu Pedro sentado no chão, incapaz de se levantar.

E Travessinha sussurra:

Culpa dele, não conseguiu se equilibrar, fraco!

Marina sentiu pena de Pedro, se aproximou timidamente e perguntou:

Dói muito? Deixa eu ajudar.

Marina estendeu a mão ao amigo. Pedro a pegou, tentou se levantar, mas não conseguiu se equilibrar, caiu e gemeu de dor.

Não consigo pisar na perna esquerda.

Me desculpa, por favor, Pedro! Desculpa, eu não pensei que isso aconteceria.

O treinador se aproximou, pegou Pedro nos braços e o levou para a enfermaria. Marina ficou confusa, imóvel: "Que besteira eu fiz???" — passava por sua cabeça.

Não precisa se preocupar assim! O importante é que você chegou em primeiro, fica feliz!

Tentava animar sua nova amiga.

Mas no coração de Marina não havia alegria, pelo contrário, apenas amargura e peso pelo seu próprio ato.

Não quero uma vitória assim! Vai embora Travessinha, você só traz desgraça!!!

Marina chorou. Ninguém quis ser amigo de Travessinha, então ela sofre, procurando novos amigos. E quando encontra, o outono chora, inundando a terra com chuva.

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