Onde encontrar o tesouro dos dragões?
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Onde encontrar o tesouro dos dragões?

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Um conto autoral moderno para meninos, que conta a história dos amigos dragonetes Pedro e Paulo, que saíram em busca de um tesouro. Vamos descobrir rapidinho como termina essa história bondosa e instrutiva

Os adultos geralmente voam o dia inteiro em busca de coisas valiosas, enquanto os pequenos ficam na árvore junto com a velha babá. Mas é tão tentador - encontrar tesouros!

Paulinho e seu melhor amigo Pedrinho dariam rabos e asas, só para conseguir tesouros de verdade! Mas onde consegui-los, se não há mapa? Mas um dia Pedrinho trouxe um mapa!

Olha, Paulinho, o que eu tenho! Um mapa de verdade!

Uau! Que sorte! Deixa eu ver.

Paulinho ficou todo animado.

Aqui, olha. Este X é o tesouro, e esta é nossa árvore - vamos começar a busca a partir dela.

E isso aqui, o que é?

Perguntou Paulinho com dúvida, olhando para os risquinhos tortos, como se feitos por uma pequena garra, na folha amassada e seca.

Isso é a direção e o número de passos. Cada risquinho - dez passos.

E onde você conseguiu isso?

Perguntou Paulinho com dúvida.

Eu mesmo desenhei!

Disse Pedrinho com orgulho.

Pode fazer isso?

Perguntou Paulinho. O amigo apenas deu de ombros. Mas ambos imediatamente se dirigiram para a saída do quarto das crianças.

O sol aquecia carinhosamente os narizinhos curiosos, Paulinho abriu suas asinhas com prazer e subiu animadamente no ar. Ele adorava suas asas. Elas eram brilhantes, de uma cor lilás delicada.

O dragãozinho não resistiu, virou um pouco o pescoço e olhou de lado para admirar suas próprias asas. "O melhor par de toda a árvore dos dragões" - pensou ele.

E logo em seguida quase bateu num galho perto do chão. Pedrinho caiu na gargalhada. Paulinho bufou e cuidadosamente corrigiu o curso, e então eles pousaram juntos bem no pé da árvore. De lá de baixo, ela parecia simplesmente enorme para eles.

Bom, tira o mapa.

Pedrinho logo enfiou a pata numa pequena bolsinha no peito e pescou de lá a coisa valiosa.

Então. O caminho será longo e difícil, por isso trouxe um lanche para nós - frutas de dragão, vamos beber orvalho fresco e dormir no chão duro, como numa aventura de verdade!

Disse ele.

Como assim dormir?

Paulinho ficou até assustado, ele nunca na vida tinha dormido fora do quarto das crianças sob a letra P.

Ora, vai saber como a sorte vai nos favorecer. Não vamos voltar para casa sem o tesouro.

O amigo tinha uma cara muito séria. Paulinho também se empolgou um pouco. Embora a ideia de dormir no chão duro e desconhecido não o agradasse.

E a aventura começou. Pedrinho pegou o mapa e ia na frente, dizendo: "Trinta passos à direita da árvore, depois virar à esquerda e andar mais dez passos reto, agora precisa virar duas vezes à esquerda e dar trinta e três passos".

Passaram-se apenas alguns minutos, e Paulinho já estava cansado. Eles circulavam e ziguezagueavam a pé sob a árvore, e não havia fim à vista para sua jornada.

Escuta, isso é muito cansativo, não está na hora de fazermos uma pausa?

O quê? Mas a gente acabou de começar! Vamos encontrar o tesouro e aí fazemos uma pausa.

Paulinho seguiu o amigo sem reclamar. Na verdade, faltavam literalmente alguns passos para o objetivo desejado, e logo os dragonetes chegaram ao lugar marcado no mapa com um X.

Bem na frente deles havia um arbusto. Pedrinho mergulhou decidido no meio da vegetação. Por um minuto ele pisoteou ruidosamente entre os galhos, que farfalhavam com suas folhas verdes resistindo ao ataque. Mas então o dragão de repente saiu de lá com um brilho triunfante nos olhos.

O que tem lá?

Paulinho de tanta ansiedade balançou o rabo e pulou até o amigo.

Aqui.

Ele abriu a patinha e mostrou uma pequena pedrinha listrada.

Uau.

Disse Paulinho encantado. A pedrinha era realmente muito bonita. Logo eles fizeram um lanche. Os amigos mastigavam frutas, bebiam orvalho e admiravam seu tesouro.

Que tesouro legal você encontrou, Pedrinho! Só que a gente achou ele muito rápido.

Disse Paulinho. Ele já tinha esquecido suas preocupações, e ficou com muita vontade de encontrar alguma coisa também.

É verdade. E é só um tesouro, como vamos dividir?

Concordou Pedrinho.

Exato! Será que a gente não podia procurar mais?

Mas a gente só tem um mapa!

Disse Pedrinho.

E daí. Vamos começar de outra árvore. Agora a gente vai até qualquer uma e começa o caminho todo de novo!

Paulinho não se atrapalhou.

Que ideia genial!

Gritou Pedrinho de alegria. Eles logo se levantaram, guardaram seu tesouro, abriram o mapa e foram até a árvore mais próxima. Percorrendo o caminho do mapa novamente, descobriram uma pedra enorme, atrás da qual Paulinho encontrou uma linda conchinha branca.

Os dragonetes exclamaram admirados com a beleza de sua descoberta, e então sem pensar muito partiram em busca do próximo tesouro. Encontraram a terceira árvore e fizeram seu percurso novamente. Ele os levou a um riacho frio, em cujo fundo brilhava e cintilava um papel de bala.

Pedrinho corajosamente enfiou a pata na água fria e tirou a nova preciosidade. Enquanto isso, já começava a anoitecer. Pedrinho declarou que tesouros eram suficientes e era hora de voltar.

Paulinho olhou para o mapa com tristeza e concordou. Eles subiram ao céu e, vendo a árvore natal, voaram para casa.

Na porta do quarto sob a letra P, Paulinho e Pedrinho começaram a dividir os tesouros.

O papel de bala e a pedra são meus, a concha é sua.

Disse Pedrinho.

Não é justo, você fica com dois tesouros e eu com um.

Observou Paulinho.

E o que fazer? Se eu te der a pedrinha, vou ficar só com o papel de bala, e de novo não vai ser justo.

Paulinho também via que não dava para dividir os tesouros igualmente. E então ele se lembrou do mapa e de todo aquele dia incrível com buscas, pausas e tesouros.

Sabe, então fica com todos esses tesouros. E me deixa o mapa!

Disse Paulinho ao amigo.

Bom, se é isso que você quer...

Pedrinho satisfeito entregou a folha com o mapa ao amigo, e amarrou bem firme sua bolsinha com os tesouros. Eles entraram no quarto, onde a babá já estava arrumando as camas limpas, e começaram a contar aos outros sobre suas aventuras.

Quando todos já dormiam, Paulinho apertou ternamente contra o peito seu mapa e pensou sonhador: "Para que eu quero tesouros, se tenho esse mapa? Com ele vou encontrar uma montanha inteira de tesouros de aventuras".

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