Vivia uma vez um menino chamado Pedro. E ele era como todos os meninos — um pouco travesso, levado e alegre. No entanto, sabia ter limites — ajudava a mãe, fazia as lições com dedicação e até arrumava o quarto às vezes.
Mas Pedro tinha apenas um defeito: não valorizava nada seus brinquedos. O que quer que os pais comprassem para ele, tudo quebrava.
A mãe trazia um robô transformador enorme, e Pedro o esquecia no banco da praça.
O pai comprava um tanque importado, e o menino logo o desmontava e jogava as peças fora.
E por mais que a mãe e o pai tentassem, Pedro não tratava os brinquedos com respeito. Certa vez, os pais até ouviram ele dizer ao amigo: "Ah, meu pai e minha mãe vão me comprar outro".
E assim o menino continuaria crescendo, se não fosse por um acontecimento. Certa manhã, Pedro acordou, olhou dentro da caixa de brinquedos — e não encontrou nada. Apenas um trenzinho velho estava lá, daqueles antigos.
Pedro ficou assustado e chamou a mãe.
Todos os seus brinquedos foram embora, Pedrinho.
A mãe balançou a cabeça com pesar.
Como assim foram embora? Para onde?
Ele esfregou o nariz ofendido e quase chorou. Mas meninos não podiam chorar.
Para outro menino que cuida bem dos seus brinquedos.
E o que eu faço agora?
Mas a mãe apenas deu de ombros e, indo para a cozinha, comentou:
Os erros precisam ser corrigidos por conta própria.
Pedro ficou sentado no quarto, pensando — e então teve uma ideia. Entrou escondido na oficina do pai e pegou emprestado alguns tubos de tinta. Sentou-se no tapete do quarto, arrumou os pincéis e começou a trabalhar.
Passou apenas um dia, mas o trenzinho já estava como novo. E cadê os lados com a tinta descascada? Verdade que o tapete e Pedro também ficaram cheios de tinta, e o menino estava cansado. Não era fácil esse trabalho — consertar brinquedos.
E no dia seguinte, voltando da escola, o menino não acreditou nos próprios olhos. Na cama do seu quarto havia um robô! Pedro pulou de alegria até a caixa de brinquedos, e ela estava cheia novamente.
Desde então, ele nunca mais quebrou ou perdeu seus brinquedos. E aquilo que quebrava por acidente, sempre consertava com a ajuda do pai.