Havia uma vez um ratinho chamado Biscoito. Sua mãe o chamava assim porque ele adorava roer com seus dentinhos afiados tudo que era crocante. Eles moravam na floresta, em uma pequena toca. O ratinho acordava de manhã e saía correndo para passear na floresta. Ele gostava de coletar para sua querida mãe um buquê de lindos sinos roxos.
Certa tarde quente de verão, Biscoito saiu de sua casinha e correu para sua clareira atrás dos sinos. Caminhava rapidinho com suas pequenas patinhas pelas trilhas da floresta e chegou ao seu prado especial. Olhou ao redor e ficou muito triste.... Na clareira não havia nem uma flor, nem uma frutinha....
O ratinho ficou muito entristecido, pois sonhava em dar à mãezinha um buquê de suas flores favoritas e colher morangos maduros para fazer uma geleia aromática para o inverno.
Por que os sinos não cresceram na clareira?
Pensava Biscoito e, de coração pesado, foi visitar sua amiga conhecida – uma rã verde.
A Rã vivia em uma folha de nenúfar branco no lago e ficou feliz que Biscoito tivesse vindo visitá-la.
Ah, como está quente hoje! Que dia abafado!
Coaxou a Rã.
Sim – o verão é escaldante! Eu estava em minha clareira favorita, queria colher frutas suculentas e arrancar alguns sinos roxos para minha mãe.
Piou o ratinho.
Coá-coá! Não chove há muito tempo – é por isso que as flores e frutas não cresceram. Todas as plantas adoram água.
Coaxou a Rã.
Ah, é isso! E é verdade, já faz duas semanas que não chove. Para onde foi? Por que não chove há tanto tempo?
Espantou-se o ratinho.
Quem sabe? Mas não há chuva sem nuvem. O vento empurra as nuvens sobre a terra, e elas derramam nela uma umidade vivificante chamada "chuva".
Observou sabiamente a Rã, que também não gostava que não chovesse há tanto tempo.
Aha, entendi! Para ter chuva, preciso de uma nuvem. Vou conseguir minha própria nuvem para que ela chova quando eu precisar. Vou capturá-la no céu e colocá-la em meu balde azul favorito! Vou soltá-la sobre a clareira, ela choverá na terra e crescerão sinos roxos para minha mãe e muitos morangos suculentos.
E Biscoito imaginou como presentearia sua mãe com um buquê de flores e uma cestinha de frutas aromáticas. Mas a chuva não vinha. O ratinho sentou-se em uma pedra e teve uma ideia.
Biscoito pegou uma rede, um balde e saiu para capturar uma nuvem. Mas por mais alto que balançasse, não conseguia pegar a nuvem. O ratinho pulava alto, subia em morros altos, até tentou subir em uma escada para alcançar o céu.
Você está caçando borboletas?
Perguntou a rã.
Não, estou tentando capturar uma nuvem no céu. Vou colocá-la em um balde e quando precisar, vou soltá-la sobre a clareira onde crescem os sinos roxos.
Que ideia brilhante! Mas ninguém nunca conseguiu capturar uma nuvem.
Disse a Rã.
Bem, serei o primeiro.
Declarou Biscoito.
E ele continuou sua tarefa difícil. O ratinho perseguiu a nuvem o dia todo. Mas não conseguiu capturá-la.
O ratinho desapontado voltou para casa, desejou boa noite à mãe e foi dormir. Ele decidiu continuar sua importante tarefa no dia seguinte.
Mas de repente, à noite começou uma chuva torrencial tão esperada e, uma semana depois, toda a clareira estava coberta de flores coloridas e frutas aromáticas. Biscoito pegou uma pequena cesta e correu para colher um buquê de sinos roxos e morangos suculentos e aromáticos para sua querida mãezinha.
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