Havia uma vez uma Cornflor no campo. Era muito bonita, pois suas pétalas eram azuis como o céu. De manhã cedo, ela acordava, abria seus olhinhos, sorria para o sol, respirava o ar fresco e oferecia seu aroma delicado a todos ao redor. Mas chegou o momento em que precisava deixar suas sementes seguirem sua própria vida.
Uma brisa leve soprou, e as sementes se espalharam para todos os lados. Uma seminha bem pequena voou bem longe, caiu na água de um riacho e começou a flutuar...
A seminha flutuou pela correnteza por muito tempo, até que se prendeu em um galho que estava na margem.
Eu gosto muito deste lugar, a terra aqui é boa.
Pensou a futura Cornflor.
Mas quanto lixo tem aqui! O que devo fazer?
Não havia outra saída. Enraizou-se na terra e começou a crescer. Com o tempo, a Cornflor se tornou uma beleza. E um dia, duas amigas risonhas, Maria e Daiana, passeando, viram a Cornflor.
Oi, olha que lindinha, se eu colocar no meu cabelo, vai ficar muito bonito!
Disse Maria com entusiasmo.
A Cornflor ficou assustada, baixou a cabeça e tremeu de medo.
Por que arrancá-la? Não, deixa ela florescer e alegrar a todos com sua beleza. Olha quanto lixo tem aqui, que tal a gente limpar e arrumar este lugar? Depois a gente vem aqui e aprecia a florzinha.
Disse Daiana.
Eu topo, vamos trabalhar.
Apoiou a amiga Maria.
As meninas, cantarolando uma música, recolheram todo o lixo. E havia bastante: latas, garrafas, papéis... Embora fossem pequenas, não tiveram medo do trabalho e arrumaram tudo. Como o prado floresceu!
Muito obrigado pelo cuidado.
Disse a Cornflor.
Mas as meninas não a ouviram, pois ela falava em sua língua de flores, que as pessoas não conseguem ouvir.
De bom humor, Maria e Daiana voltavam para casa. Elas tinham feito uma boa ação, limpando a Natureza do lixo.
Mas de repente, apareceu o Velhinho-Guardião-da-Floresta, o dono da floresta. Ele vive em cada floresta, mas especialmente gosta das de pinheiros. O velhinho estava vestido como um homem: com uma faixa vermelha, a bainha esquerda de seu cafetã enfiada na direita. Os sapatos nos pés estavam trocados: o sapato esquerdo calçado no pé direito, e o direito no esquerdo. Os olhos verde-verdes, brilhando como brasas. Mas havia tanta tristeza nos olhos!
Olá, vovô.
Saudaram as meninas.
Por que o senhor está tão triste? O que aconteceu?
O dono da floresta contou às amigas como a floresta era limpa e bonita antes. Nela viviam pássaros e animais, cresciam muitas flores e frutas silvestres. Mas as pessoas não valorizam a beleza da floresta, sujam e não limpam depois de si.
Acho que vou ter que me mudar para outra floresta limpa, longe do meu lugar querido, só para não ver como as pessoas destroem a Natureza.
Explicou o Velhinho-Guardião com tristeza.
Não se preocupe, a gente vai pensar em algo.
Apoiaram o Velhinho as meninas. Elas olharam ao redor e perceberam que sozinhas não conseguiriam resolver esse problema. O trabalho era muito grande.
E se a gente convidasse toda a turma para ajudar a limpar a floresta do lixo?
Pensou em voz alta Maria.
Isso, vamos chamar todos para ajudar, vamos fazer um mutirão!
Apoiou novamente a amiga Daiana.
Em um dos fins de semana, os alunos foram à floresta para limpá-la do lixo. Não era uma tarefa fácil, mas ninguém desistiu nem se desanimou. Afinal, eles já eram quase adultos e entendiam que estavam fazendo algo bom para seu planeta. Ao final do trabalho, os alunos pendurar cartazes desenhados que advertiam que não se pode deixar lixo na floresta.
E o Velhinho observava de longe, estava tão feliz e alegre que não conseguiu se conter e começou a cantar uma música:
Chamam-me de Guardião desde pequeno.
Respeito todos os animais e pássaros.
Em meus domínios, cada arbusto eu conheço.
Protejo com cuidado minha floresta querida.
Conto é mentira, mas há uma lição, uma boa lição para todos! Que este conto seja um bom exemplo para todos. Que cada um saia para lutar contra o lixo, pois o mundo está sufocando com ele.
Não devemos sujar e a própria Natureza dirá a você: "Muito obrigada, amigos!"