Na floresta maravilhosa, desconhecida para nós, os animais viviam – não se lamentavam, eram amigos uns dos outros. Às vezes – faziam festas, às vezes – sofriam, mas sempre se ajudavam.
O tempo passa rápido, após o outono veio o inverno – trouxe neve. Acumularam-se montes de neve na floresta maravilhosa! Não dá para passar de carro, não dá para caminhar! E logo vem o Ano Novo.
Todos os animais se reuniram em um pequeno morro, onde há uma árvore verde, frondosa, alta, com o topo tocando as nuvens.
E os animais decidiram enfeitar essa árvore para o Ano Novo. E até anunciaram um concurso!
A Pega-de-asas-brancas voou pela floresta, em cada clareira tagarelava e cantava:
Habitantes da floresta maravilhosa! Ouçam a notícia encantadora! E não digam depois que não ouviram! Há uma árvore verde em um pequeno morro, frondosa, alta, com o topo tocando as nuvens! No Ano Novo, a multidão da floresta se reúne ao redor da árvore! E nós anunciamos um concurso: Enfeitar a árvore para a festa! Pegamos enfeites de qualquer tipo: pequenos e grandes, baixos e altos, estreitos e largos! E monocromáticos e coloridos! Pegamos brinquedos para a árvore de qualquer tipo! Eles ficarão pendurados na árvore ano após ano, e nós dançaremos ao redor em uma roda!
E que alvoroço começou na floresta! Os esquilos pulavam pelos pinheiros e abetos, coletavam pinhas, faziam enfeites. Os javalis cavavam a neve com o focinho, coletavam bolotas, faziam grinaldas com elas. O urso coletava galhos, teceu uma estrela para o topo. Os passarinhos – rouxinóis e chapins – coletavam frutos de sorveira, enfiadavam contas em teias de aranha.
E a Raposa Astuta observava, ficava furiosa, não tinha nada para se gabar. Olhou para sua cabana e teve uma ideia – coletar sincelos do telhado e enfeitar a árvore com eles!
Os animais se reuniram na clareira, enfeitaram a árvore, ficam admirando.
E então a Raposa Astuta apareceu na clareira. Carregava um cesto inteiro de enfeites brilhantes! Os animais ficaram maravilhados! E a raposa dança ao redor da árvore, move a cauda, pendura enfeites na árvore e murmura:
Enfeites de cristal puro! Mágicos, transparentes, como riachos de primavera! Brilham ao sol, soam ao vento, refletem a luz da lua e brilham no escuro!
Os animais ficaram surpresos, juntaram as patas, ficam – exclamando, admirando os enfeites nunca vistos. Uma brisa soprou – as figuras de cristal começaram a soar ao vento.
Todos decidiram que a Raposa Astuta venceu! O urso entregou à raposa o prêmio principal – um barril de mel de suas reservas pessoais. E um pote de geleia de framboesa.
A raposa fica no morro, satisfeita consigo mesma, alegre, pensando como é astuta e inteligente.
E então o sol apareceu. Os enfeites da raposa se aqueceram ao sol e começaram a pingar água.
A Pega-de-asas-brancas começou a tagarolar:
Vejam, animais da floresta, os enfeites da raposa! Eram de cristal, mas viraram água! Derretem ao sol, apenas gotas brilham!
Os animais ficaram chocados! Perceberam que eram apenas sincelos comuns, não enfeites mágicos. Os animais ficaram furiosos, pegaram nos sincelos e começaram a jogar na raposa.
A Raposa Astuta, de medo, rolou morro abaixo, e seus sincelos voavam atrás dela! E perdeu seu barril de mel! Mal conseguiu escapar. E a Pega-de-asas-brancas voava atrás dela tagarelando:
Ah, Raposa-linda! Novamente você enganou os animais da floresta! Não consegue entender: não é bom quem tem um rosto bonito, mas quem é bom em ações!!!