As Aventuras do Pequeno Floco de Neve (Parte 1)
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As Aventuras do Pequeno Floco de Neve (Parte 1)

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Um conto autoral sobre um Pequeno Floco de Neve que tanto queria descobrir o que havia lá embaixo na floresta, às margens do rio, nas clareiras. Por mais que suas amigas e os pássaros - outros flocos de neve como ele - tentassem dissuadi-lo, o Pequeno Floco de Neve realizou seu sonho!

O inverno estava rigoroso e nevoso. Nuvens pesadas pairavam logo acima das copas das árvores e pareciam quase tocá-las. Raros raios de Sol mal conseguiam atravessar as nuvens, e então era possível ver que lá embaixo, entre as árvores e arbustos, havia alguém se mexendo e se movimentando.

Tudo isso era observado com grande interesse por um pequeno floco de neve solitário que, cercado de amigas fofinhas como ele, dançava alegremente entre as nuvens. Mas enquanto suas amigas, rindo às gargalhadas, tentavam alcançar umas às outras nas rajadas de vento frio, querendo deixar seus padrões ainda mais fofos, o Pequeno Floco de Neve olhava cada vez mais para baixo e pensava sobre o que havia lá embaixo, quem corria entre as árvores e arbustos, quem brilhava nas clareiras e perto do rio congelado?

Ele estava muito curioso, pois não conseguia imaginar que existisse vida em outro lugar além dali - entre as nuvens nos reflexos dos raios solares.

Ei, Floco de Neve, vem com a gente.

Gritou o Floco Fofinho e acenou com suas lindíssimas pontas cristalinas.

Não, Fofinho, eu não quero, eu quero ir para lá, lá embaixo.

Respondeu o Pequeno Floco de Neve e piscou na direção da floresta, que estendia seus braços verdes e largos, cobertos de neve.

Ah, que bobagem, não tem ninguém lá e além disso, aqui é divertido e interessante. Olha como dançamos alegremente, giramos e nos divertimos.

Gritou animadamente o Floco Fofinho.

Bom, se você não quer - problema seu, nós vamos voar.

E ele começou a girar numa dança de neve e ar com outros flocos que dançavam entre as nuvens.

O Pequeno Floco de Neve, enquanto isso, decidiu definitivamente verificar o que havia lá embaixo e começou a descer gradualmente e com cautela.

Quem está se afastando do grupo?

O Floco de Neve ouviu um grito alto e retumbante vindo de algum lugar ao lado.

O Floco de Neve se assustou e tremeu de surpresa nas rajadas de vento. Virando-se numa corrente ascendente de vento, ele viu perto de si uma águia majestosa que planava no céu como um grande navio aéreo, inspecionando ameaçadoramente seus domínios celestes e verificando se alguém havia perturbado sua paz.

Eu, eu... Quero descobrir o que tem lá embaixo, quem está se mexendo e tudo mais...

De susto, ele ficou completamente perdido e não sabia o que dizer.

Bem, você é muito bobinho. O que pode haver de interessante lá embaixo? Aqui sim é que é bom - liberdade, voe para onde quiser, pegue corvos distraídos e aproveite a vida.

Bufou a águia, esticando com prazer suas asas fortes e bonitas sob as poderosas rajadas do vento rigoroso.

É verdade... mas ainda assim é interessante, o que tem lá?

Concordou o Pequeno Floco de Neve, observando como o vento levantava a águia e a envolvia com suas rajadas.

Bom, tudo bem, problema seu, mas eu preciso ir caçar.

Concordou relutantemente a águia e, pegando a próxima rajada de vento, virou-se poderosamente e partiu para algum lugar entre as nuvens em busca do próximo almoço.

O Pequeno Floco de Neve a acompanhou com um olhar meio assustado e continuou descendo cada vez mais baixo, girando. Mal se recuperou do encontro com a bela criatura celeste, foi cercado por um bando de corvos jovens que começaram a voar freneticamente ao seu redor, grasnando alto.

Olhem, um floco de neve, um floco de neve bobo. Para onde você está voando, para onde está caindo?

Grasnavam alto os corvos, gritando mais alto que as rajadas de vento.

Por que bobo? Eu quero descobrir o que tem lá embaixo.

Indignou-se o Pequeno Floco de Neve.

Não tem nada de interessante lá, só floresta e bolotas misturadas com folhas caídas.

Só isso?

Perguntou desapontado o Floco de Neve.

Ele tinha tanta esperança de que houvesse algo lá que o atraía e fascinava durante toda sua breve vida entre as nuvens escuras e os ventos.

Ah, deixa pra lá, queremos brincar e voar.

Exclamou um dos corvos mais barulhentos, depois grasnando alto, e a companhia barulhenta, ultrapassando e puxando uns aos outros pela cauda e asas, voou para algum lugar entre os galhos da floresta que já se aproximava.

A floresta já estava perto, já apareciam os primeiros galhos mais jovens, o vento começou a se acalmar, e o silêncio da floresta substituiu as rajadas turbulentas. O Pequeno Floco de Neve descia cada vez mais baixo, fascinado, observando com interesse os galhos nevados cada vez mais robustos e bonitos dos gigantes da floresta.

Ele ficou tão absorto observando tudo o que via pela primeira vez que não percebeu como pousou suavemente sobre a camada de neve. E descobriu que não estava sozinho ali: havia muitos outros flocos de neve que, caindo uns ao lado dos outros, criaram um verdadeiro cobertor fofo e macio. A camada de neve, seguindo as curvas da clareira da floresta, escondia pequenos arbustos, quase cobria as pequenas árvores, estendendo-se para longe.

Olá.

Disse o Pequeno Floco de Neve, virando-se para todos os seus vizinhos.

Oi, amigo.

Respondeu uma voz baixa e rica ao lado.

O Pequeno Floco de Neve se virou e viu uma linda e grande beleza - o Floco de Gelo.

Ficamos felizes em ter você em nossa companhia.

Veio de outro lado. Era o Floco Rosa, que pendia num galho de arbusto de mirtilo.

Ah, que interessante.

Ouviu-se de outro lado, e era a voz de um galho jovem de árvore que segurava vários flocos de neve e um pequeno pingente de gelo.

A conversa entre os flocos de neve, o galho e o pingente ficou cada vez mais alegre e interessante. O Pequeno Floco de Neve estava tão feliz por ter encontrado novos amigos. Suas preocupações de que o sonho permaneceria irrealizado - mostraram-se infundadas. Os novos amigos rapidamente se aproximaram do Floco de Neve, ouviram com interesse a história sobre a águia majestosa e o bando de corvos barulhentos, e também começaram a perguntar ao novo convidado sobre como era lá em cima.

Nunca antes o Pequeno Floco de Neve havia sido o centro das atenções assim, tudo era interessante para ele: os novos amigos, o silêncio fascinante e a paz profunda do manto da floresta. Ele contava com prazer sobre tudo o que sabia. Seu humor estava maravilhoso. Agora ele não estaria mais sozinho, os novos amigos - sempre por perto.

Por isso o Pequeno Floco de Neve começou a brilhar ainda mais, sua alma se encheu de alegria e diversão, queria girar e brincar. Mas novas aventuras o aguardavam, das quais o Pequeno Floco de Neve ainda não suspeitava, descobertas e ainda mais surpresas o esperavam. Mas isso já é para o próximo conto. A continuação das aventuras do Pequeno Floco de Neve segue...

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