Um dia, as irmãs Ana e Catarina partiram para a escola, mas não era uma escola comum, era uma escola de magia. Tudo lá era muito especial.
Os professores também eram magos. O primeiro professor que as meninas conheceram não parecia um mago à primeira vista: era jovem e tinha cabelos compridos, usando jeans desgastados. Do bolso, ele tirou duas penas coloridas e se aproximou da janela. Passou uma pena pelo vidro — e flores de geada floresceram no vidro.
Passou a outra pena — e apareceram folhinhas brancas entalhadas. O padrão no vidro brilhou com todas as cores do arco-íris. As meninas, junto com as outras crianças, aplaudiram alto. O jovem mago-artista fez uma reverência e cedeu lugar ao colega.
Este mago estava usando um avental. Arregaçou as mangas, sentou-se na roda de oleiro e começou a girá-la com o pé. Passou a mão atrás da orelha e colocou um pedaço de barro na roda de oleiro. De repente, aquele pedaço informe começou a crescer e se transformar em uma jarra. Ana até abriu a boca de espanto.
A jarra crescia como se por si mesma. Que magia! A jarra era, é claro, mágica. Um gênio poderia morar nela. Nela se poderia guardar água viva e água morta. O mago-mestre prometeu contar tudo isso nas aulas.
O terceiro professor, com uma longa capa e turbante, parecia mais um mago de verdade. Ele trouxe um gato, um cachorrinho e uma caixa.
Bem, — dirigiu-se ele ao cachorro, — qual é o seu nome?
Floquinha, — respondeu ela de repente com voz humana.
E quantos anos você tem?
Quatro anos, — disse Floquinha e fez uma reverência importante para os pequenos espectadores.
Diga também o seu nome, — dirigiu-se o mago ao gato.
Miau, — resmungou o gato e virou-se para o lado.
Por que você está descontente, Miau?
Floquinha comeu meu creme de leite hoje.
Como você não tem vergonha, Floquinha! — ameaçou o mago com o dedo para o cachorro. — Deixou o Miau sem café da manhã.
Tenho sim, tenho vergonha, — desviou o olhar Floquinha, — mas o que fazer! O creme de leite é tão gostoso.
Então a tampa da caixa se abriu e uma cabeça de cobra apareceu.
Floquinha também tentou comer meu leite, — disse a cobra enquanto saía da caixa.
As crianças ficaram paralisadas de medo.
Não tenham medo! — disse o mago. — Esta cobra é boa e sábia. Em breve vocês também aprenderão a fazer seus animais falarem com voz humana.
O próximo professor levou as crianças para um prado em frente à escola. Colocou botas de sete léguas, bateu os calcanhares e voou acima dos velhos álamos. As crianças ficaram maravilhadas. O mago voava ora mais alto, ora mais baixo, ora mais rápido, ora mais lentamente. Ana não tirava os olhos de seu voo extraordinário.
Finalmente, o Grande Mago avançou e disse:
Crianças, vocês conheceram todos os professores. Agora será o intervalo. E depois começaremos a aprender!
E foi só então que Ana percebeu que Catarina tinha desaparecido. Ana encontrou a irmã no dormitório da escola. Ela estava colocando coisas em uma mala, engolindo lágrimas.
O que há com você? Para onde você está indo? — perguntou Ana surpresa.
Eu nunca vou conseguir aprender toda essa magia! — chorou Catarina. — Eu nunca vou conseguir moldar uma jarra mágica! É muito difícil!
Mas que é isso! Acalme-se. Vão nos ensinar.
Tenho medo de cães e especialmente de cobras! Como vou ensinar eles a falar? E voar? É tão assustador! É tão difícil! — Catarina continuava chorando e lamentando.
Mas Ana a interrompeu:
Você quer ser uma maga?
Sim, — soluçou Catarina.
Se você quer, então consegue. Ser uma maga não é fácil. Mas você precisa acreditar em si mesma. Vamos, me dê a mão, vamos aprender.
Então tocou um sino mágico para a primeira aula. Catarina enxugou as lágrimas, estendeu a mão para Ana, e elas foram para a sala de aula.
Algum tempo se passou. As meninas estudavam na escola de magia e faziam seus primeiros progressos. Elas já sabiam desenhar folhinhas de geada no vidro. Tinham ratinhos de estimação e os ensinaram a responder "sim" e "não". O mais difícil era criar vasos mágicos na roda de oleiro, mas as irmãs conseguiram. No começo, saíam apenas tigelas, tortas e feias. Mas o mago-mestre as encorajava: "O começo é difícil! Estudem, não desistam. E o mais importante — acreditem em vocês mesmas!".
Chegou a hora das aulas com as botas de sete léguas. O professor levou todos para o prado para os voos. Enquanto ele mostrava como prender o calçado mágico nas pernas, Ana sussurrou para Catarina:
Você tem medo?
Tenho. Mas acreditei em mim mesma.
Eu também tenho medo. Mas também acredito em mim mesma. Então tudo vai dar certo para nós!
Sim, o começo é difícil!