Dois Caminhos
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Dois Caminhos

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Uma fábula instrutiva para meninos e alunos do ensino fundamental sobre a importância da escolha. Um viajante se perdeu em terras distantes e a força de vontade o ajudou a fazer a escolha certa!

Havia uma vez um menino chamado Dima. Certa vez, enquanto viajava por terras distantes, ele se perdeu. Depois de vagar por muito tempo, Dima finalmente chegou a uma estrada.

Mas para onde ir — para a esquerda ou para a direita?

A estrada da esquerda descia o tempo todo. Dima não sabia que ela era chamada de Estrada da Mentira e levava as pessoas à vergonha e ao esquecimento. A outra — a da direita — levava para cima, para a glória, e era chamada de Estrada da Honra.

"Por qual caminho devo ir? — Dima pensou por muito tempo e depois decidiu: — Por que devo me meter em dificuldades extras? Vou escolher o caminho mais fácil".

E começou a descer a encosta. A estrada se mostrou muito fácil e plana. Mas havia um problema: quanto mais baixo descia, mais escuro e assustador ficava ao redor. Nas laterais da estrada começaram a aparecer sombras sinistras, e um frio desagradável soprava de algum lugar.

O humor do menino ficou completamente triste e sombrio, mas ele não queria voltar. Afinal, seria difícil: estar sempre subindo. E ele decidiu continuar seu caminho até o fim para ver aonde essa estrada o levaria.

Ele frequentemente tropeçava e caía, o que o deixava cada vez mais irritado e zangado. Logo ficou completamente escuro, e Dima começou a ver mal a estrada. Agora ele caminhava lentamente e, antes de dar cada passo, tocava cuidadosamente o chão à sua frente com o pé. E de repente seu pé sentiu o vazio. Não havia nada sólido à frente em que pudesse se apoiar.

Dima se agachou, apalpou uma pedra atrás de si e a jogou para frente, mas não ouviu o som dela batendo no chão. Ele jogou outra pedra, maior, mas novamente silêncio. Parecia que a pedra voava para um abismo negro infinito. Só então Dima compreendeu com horror que estava à beira de um abismo sem fundo.

E era chamado de Abismo do Esquecimento. Todos que caíam nele desapareciam para sempre.

Dima ficou perturbado, virou-se e apressadamente começou a voltar. Era difícil subir, mas Dima agora sabia: não tinha outro caminho. Gradualmente começou a clarear, e a estrada já podia ser vista bem novamente.

"Quantas pessoas imprudentes escolheram o caminho fácil e pereceram neste abismo — pensava o menino enquanto voltava. — Como tive sorte de parar a tempo e não dar o último passo de minha vida".

Depois de caminhar por muito tempo, Dima voltou ao lugar de onde havia começado sua jornada para baixo. Agora, sem hesitar ou parar, ele continuou seu caminho pela estrada que levava para cima.

Quanto mais alto Dima subia, mais brilhante ficava a luz. Os jatos das cachoeiras brilhavam ao sol, os pássaros cantavam alegremente, e Dima nunca havia visto uma variedade tão rica de cores em lugar nenhum. Parecia que tudo ao redor se esforçava para alcançar o sol e se alegrava com seus raios quentes.

Sim, o caminho para cima era mais difícil, e subir por ele era árduo. Mas a beleza incomparável ao redor ajudou Dima a se distrair das dificuldades. E quanto mais íngreme e difícil era a estrada, mais bonita ficava ao redor.

Até mesmo o céu e as nuvens começaram a mudar suas cores comuns para tons de arco-íris maravilhosos. Com a beleza ao redor, o coração de Dima se enchia cada vez mais de alegria e felicidade.

E quanto mais alto Dima subia, melhor, mais forte e mais bondoso ele se tornava.

Nas subidas difíceis e íngremes, era constantemente necessário superar o medo e realizar feitos. A Estrada da Honra é difícil. Mas ela leva à glória.

Como seria bom se este caminho difícil nunca terminasse! — exclamou o menino em voz alta e alegremente.

Nunca, nunca, nunca! — respondeu o eco.

Será que realmente nunca terminará? — perguntou Dima em voz alta novamente.

Nunca terminará, nunca terminará, nunca terminará! — repetiu o eco.

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