A raposa caminha pela floresta, mexendo o rabo, levantando as pernas com dificuldade. Tropeçou e caiu. Senta-se e chora:
Ué, que trilha encantada! Machuquei as perninhas, que coisa ruim!
Vem o urso, balançando de um lado para o outro, cambaleando. As pernas se emaranharam. Misha caiu:
Ai! Ai! Ai!
E vindo ao encontro deles — um lobo pequeno, mas que caminha rápido pela floresta, apenas o som de galhos quebrando sob seus pés.
Espera, lobo, não ande por esta trilha, você vai cair! — gritaram juntos a raposa e o urso.
Por quê? — perguntou surpreso o lobo.
Esta trilha é encantada, — disse a raposa, — eu caí duas vezes, e Misha se machucou muito!
Mas o lobo apenas sorriu.
O quê? Você não tem medo de cair? — rugiu o urso.
Nem um pouco! — respondeu o lobo corajosamente.
Por quê? Você conhece o segredo para desencantá-la?
E não é só este!
Querido lobo cinzento, você é tão gentil, nos revele o segredo, por favor! — começaram a implorar o urso e a raposa.
O segredo é simples,
Mantenha o rabo erguido!
Costas retas,
E ao caminhar,
Levante bem os joelhos.
Para não haver desgraça —
Mexam os braços,
Afastem o encanto.
Vamos, levantem-se e venham comigo, façam como eu!
O lobo se levantou primeiro na trilha, a raposa atrás do lobo, Misha atrás da raposa. Caminham pela trilha alegres, levantando as pernas bem alto, mexendo os braços, o peito estufado. Três vezes passaram por esta trilha da floresta até o rio, e ninguém caiu nem uma única vez.
Obrigada, lobo, você nos ajudou a desencantá-la!
De nada! Crianças, repitam conosco, e vocês nunca cairão em uma trilha encantada.